NORMA TÉCNICA FEEMA - Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente

 

DZ-942.R-7

 

DIRETRIZ DO PROGRAMA DE AUTOCONTROLE DE EFLUENTES LÍQUIDOS - PROCON ÁGUA

 

 

1. OBJETIVO

 

Estabelecer as diretrizes do PROGRAMA DE AUTOCONTROLE DE EFLUENTES LÍQUIDOS - PROCON ÁGUA, no qual os responsáveis pelas atividades poluidoras informam regularmente à Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente - FEEMA, por intermédio do Relatório de Acompanhamento de Efluentes Líquidos - ERA (Anexo 1), as características qualitativas e quantitativas de seus efluentes líquidos, como parte integrante do Sistema de Licenciamento de Atividades Poluidoras - SLAP.

 

 

2. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA

 

2.1 DOCUMENTOS APROVADOS PELA COMISSÃO DE CONTROLE AMBIENTAL - CECA E PUBLICADOS NO DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO:

 

- NT-202 - CRITÉRIOS E PADRÕES PARA LANÇAMENTO DE EFLUENTES LÍQUIDOS;

- DZ-205 - DIRETRIZ DE CONTROLE DE CARGA ORGÂNICA EM EFLUENTES LÍQUIDOS DE ORIGEM INDUSTRIAL;

- NT-213 - CRITÉRIOS E PADRÕES PARA CONTROLE DA TOXICIDADE EM EFLUENTES LÍQUIDOS INDUSTRIAIS;

- MF-402 - MÉTODO DE COLETA DE AMOSTRA EM EFLUENTES LÍQUI-DOS INDUSTRIAIS

 

2.2 OUTRO DIPLOMA LEGAL

 

- Resolução CONAMA no 20/86, de 18 de junho de 1986

 

 

3. DEFINIÇÕES

 

Para os efeitos desta Diretriz são adotadas as seguintes definições:

 

3.1 Atividades Poluidoras - são aquelas que causam qualquer alteração das propriedades físicas, químicas ou biológicas do meio ambiente através de qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que direta ou indiretamente: seja nociva ou ofensiva à saúde, à segurança e ao bem-estar das populações; crie condições inadequadas de uso do meio ambiente para fins públicos, domésticos, agropecuários, industriais, comerciais e recreativos; ocasione danos à fauna, à flora, ao equilíbrio ecológico, às propriedades públicas e privadas ou à estética e não esteja em harmonia com os arredores naturais.

 

3.2 Efluentes Líquidos - são despejos líquidos provenientes de estabelecimentos industriais e comerciais, de condomínios e loteamentos em suas fases de implantação ou de operação tais como: efluentes de processos industriais, águas pluviais e águas de refrigeração passíveis de contaminação e esgotos sanitários.

 

3.3 Compostos Orgânicos Tóxicos - são substâncias orgânicas causadoras dos seguintes efeitos: tóxicos agudos ou crônicos no homem e em organismos aquáticos; carcinogênicos, teratogênicos ou mutagênicos ao homem ou aos animais; bioacumulativos na cadeia alimentar; de concentração em sedimentos de rios, estuários e mares; de persistência no meio ambiente; sinergéticos; e outros adversos aos ecossistemas aquáticos. São substâncias identificadas principalmente nos seguintes grupamentos químicos: compostos organoclorados, aminas aromáticas, compostos aromáticos, polinucleares, pesticidas, nitrosaminas, ftalo-esteres, éteres, aromáticos e compostos organo-metálicos.

 

3.4 Toxicidade - é a capacidade de um efluente líquido provocar um efeito observável em um organismo aquático vivo.

 

3.5 Monitoramento - é a atividade que compreende a medição de vazão, coleta de amostra, análise de campo e laboratorial e interpretação dos dados.

 

 

4. ABRANGÊNCIA

 

Estão sujeitos ao PROCON ÁGUA todas as atividades efetivas ou potencialmente poluidoras de água.

 

 

5. PARÂMETROS

 

Na ocasião da vinculação da atividade ao PROCON ÁGUA, a FEEMA especificará os parâmetros que deverão ser determinados e reportados através do ERA. Novos Parâmetros poderão ser incluídos quando constatada a necessidade por parte da FEEMA.

 

 

6. CONDIÇÕES GERAIS

 

6.1 Todas as atividades vinculadas ao PROCON ÁGUA deverão atender:

 

- à Resolução CONAMA no 20/86, de 18 de junho de 1986;

- aos instrumentos normativos sobre efluentes líquidos estabelecidos pela Comissão Estadual de Controle Ambiental - CECA;

- às condições especificadas na Licença de Operação - LO.

 

6.2 O RAE poderá ser exigido a qualquer atividade efetiva ou potencialmente poluidoras em qualquer fase do licenciamento.

 

6.3 As análises de efluentes líquidos para atendimento ao PROCON ÁGUA deverão ser efetuadas por laboratórios credenciados pela FEEMA.

 

6.4 Nas análises para atendimento ao PROCON ÁGUA deverão ser adotados os métodos de coleta e os princípios dos métodos de análises estabelecidos pela Comissão Estadual de Controle Ambiental - CECA. Outros princípios poderão ser adotados desde que previamente aprovados pela FEEMA.

 

6.5 Os boletins de análises feitas pelos laboratórios deverão ser arquivados na atividade poluidora, ficando à disposição da FEEMA.

 

6.6 A atividade poluidora deverá estar dotada de um sistema que permita, a qualquer momento, um monitoramento simultâneo ao realizado pela FEEMA.

 

 

7. FREQUÊNCIAS

 

7.1 As freqüências para monitoramento dos diversos parâmetros dos efluentes líquidos estão estabelecidas na Tabela 1.

 

7.2 Os parâmetros não citados na Tabela 1 terão suas freqüências determinadas pela FEEMA para cada caso específico.

 

7.3 Na ocasião da vinculação a FEEMA determinará a freqüência do envio do RAE.

 

7.4 A FEEMA poderá, a seu critério, fixar freqüências, datas ou épocas para monitoramento de qualquer parâmetro ou para apresentação do RAE, diferentes das fixadas, para atender a casos de acidentes, de condições atípicas de funcionamento, de características sazonais dos corpos receptores e de características específicas da atividade.

 

7.5 A freqüência diária corresponde aos 7 (sete) dias da semana, ou em caso do não funcionamento da atividade nos fins de semana, sem geração de efluentes nestes dias, a freqüência corresponderá ao número de dias de funcionamento na semana.

 

 

8. COLETA DE AMOSTRAS

 

8.1 A coleta de amostras dos efluentes líquidos, quer das atividades industriais quer das atividades não industriais deverá ser feita de acordo com o MF-402.

 

8.2 As amostras poderão ser simples ou compostas tal como definido no MF-402.

 

8.3 As amostras deverão ser representativas nas condições operacionais da atividade ou de situações especialmente desfavoráveis de seu efluente no tocante à poluição hídrica.

 

8.4 À exceção das amostras simples coletadas para análise de cloro residual, pH, temperatura, óleos e graxas, sulfetos, oxigênio dissolvido e compostos orgânicos voláteis, as demais deverão ser compostas num espaço de tempo superior a 1 (uma) hora e inferior a 24 (vinte e quatro) horas, a critério da FEEMA. Para atividades industriais que tenham paralisação ou redução de produção no período noturno a primeira porção da amostra deverá ser coletada após o reinicio normal do lançamento dos efluentes provenientes do processo de fabricação.

 

8.5 Para efluentes gerados por tratamento em regime bateladas, o número de alíquotas (porção de amostras) será igual ao de bateladas realizadas no dia. Para efluentes contínuos o número de alíquotas será função do tempo de amostragem (pré-fixado) e o volume de cada alíquota proporcional à vazão no instante da coleta.

 

8.6 Quando houver várias coletas diárias elas deverão ser feitas em intervalos de tempo iguais de forma a se obter uma amostra que represente as condições médias do ciclo de funcionamento da atividade. No caso de freqüência semanal (1/7) ou duas vezes por semana (2/7), as coletas deverão ser realizadas em dias sucessivos abrangendo o ciclo mensal de produção. Exemplo: freqüência 1/7 realizar na primeira semana a coleta na segunda-feira; na segunda semana na terça feira; na terceira semana na quarta-feira, etc.; freqüência 2/7 realizar na primeira semana as coletas na segunda-feira e na quinta-feira, na segunda semana na terça-feira e na sexta-feira, na terceira semana na quarta-feira e no sábado, e assim sucessivamente.

 

 

9. MEDIÇÃO DE VAZÃO

 

9.1 No caso dos efluentes líquidos do processamento industrial estarem misturados com os de esgotos sanitários para serem encaminhados a um tratamento para remoção de carga orgânica, considerar-se-á a vazão total.

 

9.2 As medições de vazão deverão resultar de medidas instantâneas, simultâneas à coleta de amostras ou a leitura de um medidor totalizador, de modo a se obter uma estimativa da vazão média no período de coleta da amostra completa. Recomenda-se que a leitura da vazão seja efetuada a cada 15 minutos para vazões relativamente constantes e a cada 10 minutos para vazões muito variáveis.

 

9.3 Em casos especiais a FEEMA poderá determinar a instalação de um registrador acoplado ao medidor de vazão do efluentes líquido, ao equipamento de análise de pH ou de outros par6ametros cuja leitura contínua se faça necessária.

 

 

10. DETERMINAÇÃO DOS VALORES MÉDIOS MENSAIS

 

Os valores médios mensais deverão ser calculados da seguinte maneira:

 

10.1 EFLUENTES CONTÍNUOS

 

10.1.1 Vazão (Q) : média aritmética simples

 

2

2

_

Q

2

2

2

=

1N

å Qi

i = 1

______

N1

  Qi - vazão diária do i-ésimo dia do mês.

N - número de dados de vazão obtidos no mês

 

 

10.1.2 Concentração (C): média aritmética ponderada com a vazão

 

2

_

C

2

2

2 =

1M

å CJQJ

J = 1 ________

M

å QJ

J =1

    2

CJ - concentração da amostra composta, J, num período de x horas

QJ - vazão média no período de x horas de coleta da amostra composta J (m3/h)

M - número de amostras coletadas no mês

 

 

10.1.3 Carga (W): média aritmética simples

 

2

2

_

W

2

2

2

=

M

å CJQJ

J = 1

________

M

2

2

2

=

M

å WJ

J = 1

______

M

    2

WJ - carga individual obtida a partir da concentração CJ e a vazão correspon-dente QJ (m3/dia)

 

NOTA: Na transformação do valor da vazão média do período de X horas (QJ) em m3/h para m3/dia deve ser adotado o seguinte critério:

 

QJ (m3/dia) = QJ (m3/h) X tempo de operação diário do sistema de tratamento (h)

No caso de amostra composta de 24 horas considerar:

QJ (m3/dia) = vazão diária do i-ésimo dia = Qi (m3/dia)

 

10.1.4 Temperatura: faixa de variação

 

10.1.5 pH: faixa de variação

 

10.2 EFLUENTES EM BATELADA

 

10.2.1 Vazão diária (Qi)

2

Qi

2

=

x

å Vk

k = 1

Vk - volume do efluentes tratado na batelada k.

x - número de bateladas realizadas no i-ésimo dia do mês

 

10.2.2 Concentração diária (CJ)

 

CJ = concentração da amostra J composta por x alíquotas representativas das x bateladas de tratamento realizadas no dia

 

10.2.3 Concentração média mensal (C): média aritmética ponderada com a vazão.

 

2

2

_

C

2

2

2

=

M

å CJQJ

J = 1

________

M

å QJ

J = 1

    2

CJ - concentração diária da amostra J (definida em 10.2.2).

QJ - vazão diária QJ correspondente ao dia da coleta de amostra J.

M - número de amostras coletadas no mês

 

 

10.2.4 Vazão média mensal (Q): média aritmética simples.

 

2

2

_

Q

2

2

2

=

N

å Qi

i = 1

_____

N1

    2

Qi - vazão diária do i-ésimo dia do mês.

2

N - número de dados de vazão obtidos no mês

 

10.2.5 Carga diária (WJ)

 

WJ = CJQJ

 

10.2.6 Carga média mensal (W)

 

2

2

2

W

2

2

2

=

M

å CJQJ

J = 1

_______

M

2

2

2

=

M

å WJ

J = 1

_______

M

 

10.3 EXEMPLOS

 

No anexo 2 apresentamos exemplos de preenchimento do RAE e demonstração do cálculo dos valores médios para "efluentes contínuos" e para "efluentes bateladas".

 

 

11. IRREGULARIDADES

 

O responsável pela atividade ao observar que o valor de um ou mais parâmetros monitorados estão acima dos permitidos, deverá informar no campo número 18 do RAE as providências tomadas para correção das irregularidades.

 

12. PENALIDADES

 

12.1 O não atendimento ao disposto nesta Diretriz sujeitará a atividade às penalidades previstas na legislação vigente.

 

12.2 O atendimento ao determinado nesta Diretriz não exime a atividade das penalidades previstas por estarem com seus parâmetros fora dos padrões.

 

TABELA I

FREQÜÊNCIA (1) DE MEDIÇÕES E DE COLETA DE AMOSTRAS DE EFLUENTES

 

PARÂMETROS

VAZÃO (m3/dia)

 

Até 100

100 à 1000

1000 à 10000

acima de 10000

pH(2)

7/7

7/7

7/7

7/7

Temperatura

7/7

7/7

7/7

7/7

Condutividade

1/7

2/7

7/7

7/7

Cloretos

1/30

1/15

1/7

1/7

Resíduos Sedimentáveis

1/7(3)

1/7

1/7(3)

1/7

7/7(3)

7/7

7/7(3)

7/7

Resíduo não filtrável total

1/7(3)

1/15

2/7(3)

1/7

2/7(3)

1/7

7/7(3)

2/7

Resíduo não filtrável volátil

1/7(3)

1/15

2/7(3)

1/7

2/7(3)

1/7

7/7(3)

2/7

Oxigênio Dissolvido

1/7(3)

1/7(3)

7/7(3)

7/7(3)

Óleos e Graxas

1/7(4)

1/15

1/7(4)

1/7

2/7(4)

1/7

7/7(4)

2/7

DBO (afluente/efluente)

1/15(5)

1/30(6)

1/15(5)

1/30(6)

1/7(5)

1/15

1/7(5)

1/7

DQO (afluente/efluente)

1/7(5)

1/15(6)

1/7(5)

1/7(6)

1/7(5)

1/7(6)

7/7

Metais

1/15

1/7

1/7

2/7

Índice de Fenóis

1/15

1/7

1/7

2/7

Fenóis

1/15

1/7

1/7

2/7

Sulfetos

1/15

1/7

1/7

1/7

Fluoreto

1/15

1/7

1/7

1/7

Sulfato

1/30

1/30

1/15

1/15

Surfactantes

1/15

1/7

2/7

2/7

Cloro Residual

1/7

2/7

7/7

7/7

Nitrogênio Amoniacal

1/15

1/15

1/7

1/7

Nitrogênio Nitrito

1/15

1/15

1/7

1/7

Nitrogênio Total

1/15

1/15

1/7

1/7

Fósforo Total

1/30

1/30

1/15

1/7

Compostos Orgânicos Tóxicos

1/30

1/30

1/15

1/15

Toxicidade

1/30

1/30

1/30

1/15

Coliformes Fecais

1/7

1/7

1/7

7/7

         
Número mínimo de porções de amostras em efluentes contínuos

2

4

8

12

 

(1) Freqüência:

7/7 = diária

1/7 = semanal

2/7 = 2 vezes por semana

1/15 = quinzenal

1/30 = mensal

 

(2) Controle nos afluentes e nos efluentes

(3) Tanque de aeração de sistemas de tratamento por lodos ativados

(4) Indústrias cuja atividade principal envolva o refino de petróleo, produtos similares, fabricação de sabão, coque, ferro, aço e indústrias mecânicas e navais.

(5) Indústria com sistema de tratamento biológico de efluentes

(6) Indústria dotada somente de sistema de tratamento físico-químico

 

ANEXO 1 (ANVERSO)

PROGRAMA DE AUTOCONTROLE DE EFLUENTES LÍQUIDOS

- PROCON ÁGUA -

PROCESSO N º

RELATÓRIO DE ACOMPANHAMENTO DE EFLUENTES - RAE

RUBRICA FOLHA

ENDEREÇO DA EMPRESA

1

RAZÃO

 

SOCIAL

 
2

LOGRADOURO

 
   
3 BAIRRO/LOCALIDADE 4 CÓDIGO BAIRRO 5 CEP
6 TELEFONE (DDD) 7 MUNICÍPIO: 6 CÓDIGO

MUNICÍPIO

9 CÓDIGO DA EMPRESA 10 CORPO RECEPTOR 11 PERÍODO DO RELATÓRIO
12 LO N.º 13 SAÍDA N.º 14 TRATAMENTO
15 PARÂMETRO

Q

pH

T

               

UNIDADE

DIAS

m3/dia

 

oC

               

1

                     

2

                     

3

                     

4

                     

5

                     

6

                     

7

                     

8

                     

9

                     

10

                     

11

                     

12

                     

13

                     

14

                     

15

                     

16

                     

17

                     

18

                     

19

                     

20

                     

21

                     

22

                     

23

                     

24

                     

25

                     

26

                     

27

                     

28

                     

29

                     

30

                     

31

                     

PADRÃO

 

5-9

< 40

               

TIPO DE AMOSTRA

Instant.

Simples

Simples

               

FREQÜÊNCIA

7/7

7/7

7/7

               

VALOR MÉDIO MENSAL

                     
16 LABORATÓRIO QUE REALIZOU AS ANÁLISES

DATA

NOME

ENDEREÇO

DECLARO SEREM VERDADEIRAS COMPLETAS E PRECISAS AS INFORMAÇÕES PRESTADAS NESTE RELATÓRIO RESSALVADOS OS CASOS EXPRESSAMENTE JUSTIFICADOS NO CAMPO 18.
DATA

ASS. _____________________________________________

NOME LEGÍVEL

CARGO - OPERADOR DAS INSTALAÇÕES DE TRATAMENTO

DATA

ASS. _________________________________

NOME LEGÍVEL

RESPONSÁVEL PELA ATIVIDADE

 

ANEXO 1 (VERSO)

17 CARACTERIZAÇÃO DO VOLUME DO EFLUENTE LANÇADO NO PERÍODO DESTE RELATÓRIO:

VOLUME DE EFLUENTES LÍQUIDOS LANÇADO NO PERÍODO COBERTO POR ESTE RELATÓRIO:

ESTE VOLUME FOI LANÇADO DA SEGUINTE FORMA:

CONTÍNUA EM DIAS OU POR BATELADA m3 horas minutos.

TEMPO DE OPERAÇÃO DO SISTEMA DE TRATAMENTO: horas/dia.

18 INDICAR OS VALORES DOS PARÂMETROS ACHADOS FORA DO PADRÃO INDICAR AS PROVIDÊNCIAS DA EMPRESA PARA CORREÇÃO

2

2

2

19 CASO A EMPRESA NÃO SEJA VINCULADA AO SISTEMA DE MANIFESTO DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS DA FEEMA, INDICAR O DESTINO FINAL DE CADA TIPO DE RESÍDUOS OU SEMI-SÓLIDO GERADO NO PROCESSAMENTO INDUSTRIAL E/OU NO TRATAMENTO DOS EFLUENTES LÍQUIDOS, ANEXANDO COMPROVANTE NO CASO DE VENDA OU DE DISPOSIÇÃO EM ATERRO.

2

2

20 OUTROS POLUENTES QUE SEJAM OU POSSAM SER GERADOS NO PROCESSO INDUSTRIAL.

2

2

INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO

CAMPOS 1 - 2 - 3 - 5 - 6 - 7 - 9 - 10 - 11 - 12 - 16 - 17 - 18 - 19 e 20 - PREENCHER CONFORME INDICADO.

CAMPOS 4 e 8 - PREENCHIDO PELA FEEMA.

CAMPO 13 - INDICAR O NÚMERO DA SAÍDA.

CAMPO 14 - INDICAR SE O TRATAMENTO É CONTÍNUO OU POR BATELADA

CAMPO 15 - INDICAR: O PARÂMETRO E SUA UNIDADE DE MEDIDA; O PADRÃO ESTABELECIDO NA NT 202; O TIPO DE AMOSTRA (COMPOSTA DE ...........HORAS, SIMPLES OU INSTANTÂNEA); A FREQÜÊNCIA DE ACORDO COM A TABELA 1 DESTA DIRETRIZ; E O VALOR MÉDIO MENSAL, DE ACORDO COMO CAPÍTULO 10 DESTA DIRETRIZ.

USAR UMA COLUNA PARA INDICAR OS PARÂMETROS: VAZÃO, FAIXA DE pH, FAIXA DE TEMPERATURA, CONDUTIVIDADE, TOXICIDADE, COLIFORMES TOTAIS E RESÍDUOS SEDIMENTÁVEIS. PARA OS DEMAIS PARÂMETROS USAR DUAS COLUNAS INDICANDO NA PRIMEIRA A CONCENTRAÇÃO E NA SEGUNDA A CARGA.

USAR TANTAS FOLHAS QUANTAS NECESSÁRIAS.

UMA VEZ PREENCHIDO E ASSINADO ENVIAR O RAE PARA:

FUNDAÇÃO ESTADUAL DE ENGENHARIA DO MEIO AMBIENTE - FEEMA

RUA FONSECA TELES, 121 - 15º ANDAR - SÃO CRISTÓVÃO

CEP 20.940-200 - RIO DE JANEIRO - RJ.

 

 

ANEXO 2

PROGRAMA DE AUTOCONTROLE DE EFLUENTES LÍQUIDOS

- PROCON ÁGUA -

PROCESSO N º

RELATÓRIO DE ACOMPANHAMENTO DE EFLUENTES - RAE

RUBRICA FOLHA

ENDEREÇO DA EMPRESA

1

RAZÃO

 

SOCIAL

 
2

LOGRADOURO

 
   
3 BAIRRO/LOCALIDADE 4 CÓDIGO BAIRRO 5 CEP
6 TELEFONE (DDD) 7 MUNICÍPIO: 6 CÓDIGO

MUNICÍPIO

9 CÓDIGO DA EMPRESA 10 CORPO RECEPTOR

RIO ACARI

11 PERÍODO DO RELATÓRIO

01 / 08/ 89 A 31 / 08 / 89

12 LO N.º 13 SAÍDA N.º 14 TRATAMENTO

CONTÍNUO

15 PARÂMETRO

Qi

Qj

Qj

pH

RNFT

RNFT

N-NH4

N-NH4

Nt

Nt

 
UNIDADE

DIAS

m3/dia

m3/h

m3/d

pH

mg/l

kg/d

mg/l

kg/d

mg/l

kg/d

 

1

127

   

7,4

             

2

108

 

4,5

108

180

19

3,0

0,32

0,90

0,097

 

3

103

   

6,4

             

4

172

   

8,1

             

5

141

   

8,0

             

6

145

   

7,5

             

7

120

   

7,8

             

8

157

   

7,7

             

9

111

5,0

120

7,3

250

30

1,5

0,18

0,05

0,066

 

10

118

   

7,0

             

11

114

   

7,9

             

12

113

   

7,7

             

13

112

   

7,9

             

14

86

   

7,7

             

15

146

   

7,4

             

16

277

   

8,0

             

17

164

7,5

150

7,5

165

30

6,0

1,08

0,16

0,030

 

18

125

   

7,2

             

19

115

   

7,5

             

20

81

   

7,7

             

21

72

   

7,7

             

22

87

   

7,3

             

23

115

   

6,9

             

24

124

   

7,0

             

25

107

   

7,4

             

26

88

   

7,6

             

27

140

7,0

168

7,5

215

36

3,2

0,56

0,55

0,092

 

28

199

   

8,1

             

29

99

   

7,5

             

30

134

   

6,6

             

31

156

   

7,3

             

PADRÃO

-

-

-

5-9

-

-

5,0

-

1,0

-

 

TIPO DE AMOSTRA

-

-

-

Simples

   

Comp.2h

 

Comp.2h

   

FREQÜÊNCIA

cont.

1/7

1/7

1/7

1/7

1/7

1/7

1/7

1/7

   

VALOR MÉDIO MENSAL

130

5,76

-

6,4-8,1

199

36

3,2

0,72

0,03

0,06

 
16 LABORATÓRIO QUE REALIZOU AS ANÁLISES

DATA

NOME

ENDEREÇO

DECLARO SEREM VERDADEIRAS COMPLETAS E PRECISAS AS INFORMAÇÕES PRESTADAS NESTE RELATÓRIO RESSALVADOS OS CASOS EXPRESSAMENTE JUSTIFICADOS NO CAMPO 18.
DATA

ASS. _________________________________________

NOME LEGÍVEL

CARGO - OPERADOR DAS INSTALAÇÕES DE TRATAMENTO

DATA

ASS. _____________________________________

NOME LEGÍVEL

RESPONSÁVEL PELA ATIVIDADE

 

ANEXO 2 (Cont.)

Memória de cálculo para RNFT do exemplo "efluentes contínuos"

Parâmetro RNFT (sólidos em suspensão)

Tempo de operação do sistema de tratamento = 24 h/dia

Tipo de amostra : composta 2 h

Freqüência semanal (1/7)

M = 4

 

QJ (m3/h) será então a vazão média no período de 2 h da coleta da amostra composta J

QJ (m3/d) será a vazão do período de 2 h extrapolada para o tempo de operação do sistema de tratamento diariamente:

QJ (m3/d) = QJ (m3/h) x 24 h

 

Tabela de cálculo:

DIA

Qj

Qj

Concentração de RNFT (CJ)

Carga de RNFT (WJ)
 

m3/h

m3/d

mg/l

(kg/d) = (m3/d) (mg/l) (10-3)

2

9

17

27

4,5

5,0

7,5

7,0

4,5 x 24 = 108

5,0 x 24 = 120

7,5 x 24 = 180

7,0 x 24 = 168

180

250

165

215

180 x 108 x 10-3 = 19 kg/d

250 x 120 x 10-3 = 30

165 x 180 x 10-3 = 30

215 x 168 x 10-3 = 36

2

2

Cálculo

valores

médios

2

2

_

C

2

2

2

=

1114

å CJQJ

J = i

__________

4

å QJ

J = 1

2

_

C = (180 x 108) + (250 x 120) + (165 x 180) + 215 x 168) =

108 + 120+ 180 + 168

= 200 mg/l

  2

2

_

W

2

2

=

1114

å CJQJ

J = 1

____________

M

1

_

W = 19 + 30 + 30 + 36 = 29 kg/d

1111111111114

 

 

ANEXO 2 (Cont.)

PROGRAMA DE AUTOCONTROLE DE EFLUENTES LÍQUIDOS

- PROCON ÁGUA -

PROCESSO N º

RELATÓRIO DE ACOMPANHAMENTO DE EFLUENTES - RAE

RUBRICA FOLHA

ENDEREÇO DA EMPRESA

1

RAZÃO

 

SOCIAL

 
2

LOGRADOURO

 
   
3 BAIRRO/LOCALIDADE 4 CÓDIGO BAIRRO 5 CEP
6 TELEFONE (DDD) 7 MUNICÍPIO:

RIO PARAÍBA DO SUL

6 CÓDIGO

MUNICÍPIO

9 CÓDIGO DA EMPRESA 10 CORPO RECEPTOR 11 PERÍODO DO RELATÓRIO

01/10/89 A 31/10/89

12 LO N.º 13 SAÍDA N.º

2

14 TRATAMENTO

Químico de batelada

15 PARÂMETRO

X

Qi

Qj

pH

DQO

DQO

Cr

Cr

Nt

Nt

 
UNIDADE

DIAS

Nºbat/d

m3/d

me/d

u.p.H.

mg/l

kg/d

mg/l

kg/d

mg/l

kg/d

 

1

3

60

 

6,4

             

2

4

80

 

7,2

             

3

4

80

 

7,4

             

4

4

80

80

8,0

70

5,6

0,01

0,0008

0,90

0,063

 

5

sábado

   

8,1

             

6

domingo

   

7,5

             

7

4

80

 

7,8

             

8

4

80

 

7,0

             

9

2

40

 

7,3

             

10

4

80

80

7,7

105

8,4

0,20

0,016

0,05

0,004

 

11

4

80

 

7,9

             

12

sábado

   

7,7

             

13

domingo

   

7,7

             

14

4

80

 

7,9

             

15

4

80

 

7,4

             

16

3

60

60

7,5

78

4,7

0,15

0,009

0,16

0,010

 

17

3

60

 

8,0

             

18

4

80

 

7,5

             

19

sábado

   

7,2

             

20

domingo

   

7,7

             

21

3

60

 

7,3

             

22

4

80

80

7,7

120

9,6

0,01

0,0008

0,55

0,044

 

23

4

80

 

6,9

             

24

3

60

 

7,0

             

25

3

60

 

7,4

             

26

sábado

   

7,6

             

27

domingo

   

7,5

             

28

4

80

80

7,5

90

7,2

0,50

0,040

0,70

0,056

 

29

4

80

 

8,1

             

30

3

60

 

6,6

             

31

3

60

 

7,3

             

PADRÃO

-

-

-

5 a 9

-

-

0,5

-

1,0

-

 

TIPO DE AMOSTRA

-

-

-

Simples

Comp.

Comp.

Comp.

Comp.

Comp.

Comp.

 

FREQUÊNCIA

-

-

-

7/7

1/7

1/7

1/7

1/7

1/7

1/7

 

VALOR MÉDIO MENSAL

-

71

380

6,4-8,1

93

7,1

0,17

0,013

0,46

0,035

 
16 LABORATÓRIO QUE REALIZOU AS ANÁLISES

DATA

NOME

ENDEREÇO

DECLARO SEREM VERDADEIRAS COMPLETAS E PRECISAS AS INFORMAÇÕES PRESTADAS NESTE RELATÓRIO RESSALVADOS OS CASOS EXPRESSAMENTE JUSTIFICADOS NO CAMPO 18.
DATA

ASS. _______________________________________________

NOME LEGÍVEL

CARGO - OPERADOR DAS INSTALAÇÕES DE TRATAMENTO

DATA

ASS. ____________________________________

NOME LEGÍVEL

RESPONSÁVEL PELA ATIVIDADE

 

ANEXO 2 (Cont.)

Memória de cálculo para DQO do exemplo "efluentes bateladas"

Parâmetro DQO (Demanda Química de Oxigênio)

No de dados de vazão obtidos no mês: 23 dias de operação

N = 3

2

Vazão média mensal =

_

Q

2

=

31

å Qi

i = 1

23

2

=

2

71 m3dia

 

No de amostras coletadas no mês para análise de DQO: uma vez por semana, com 5 semanas no mês de outubro/89.

Logo : M = 5

O tratamento dos efluentes é feito em 3 a 4 bateladas diárias, sendo cada uma com volume de 20 m3. Nos dias de coleta de amostra para análise de DQO (1 vez/semana) as vazões diárias foram:

DIA

NO DE BA-TELADAS

X

VOLUME DE CA-DA BATELADA

Vk (m3)

VAZÃO DIÁRIA

Qj=QI+ (m3/dia)

CONCENTRAÇÃO DE DQO (CJ) mg/l CARGA DE DQO (WJ)

(kg/d) = m3/d) (mg/l) (10-3)

4

10

16

22

28

4

4

3

4

4

20

20

20

20

20

20 x 4 = 80

20 x 4 = 80

20 x 3 = 60

20 x 4 = 80

20 x 4 = 80

70

105

78

120

90

80 x 70 x 10-3 = 5,6

80 x 105 x 10-3 = 8,4

60 x 78 x 10-3 = 4,7

80 x 120 x 10-3 = 9,6

80 x 90 x 10-3 = 7,2

2

2

Cálculo dos Somatórios dos valores médios

1

115

å QJ = 380

J = 1

_

C = 5,6+8,4+4,7+9,6+7,2 = 0,093 kg/l

11111111111380 111111111= 93 mg/l

_

W = (5,6+8,4+4,7+9,6+7,2) = 7,1 kg/d

11111111111115