PREFEITO DE BELO HORIZONTE

Dr. CÉLIO DE CASTRO

 

DIREÇÃO DA SLU

ENGº LUIZ HENRIQUE DANTAS HARGREAVES

SUPERINTENDE

 

ENGº MURILO CAMPOS VALADARES

DIRETOR DE OPERAÇÕES

 

ADV. WALTER LOPES DO ROSÁRIO

DIRETOR ADMINISTRATIVO - FINANCEIRO

 

ENGº JOÃO PEREIRA DE MELLO NETO

DIRETOR TÉCNICO

 

 

SUPERINTENDÊNCIA DE LIMPEZA URBANA

BELO HORIZONTE - MG

 

 

 

NOVEMBRO/97

 

 

 

 

 

 

 

SUMÁRIO

 

Apresentação

Situação Atual da Limpeza Urbana em Belo Horizonte

Mão-de-obra a Serviço da Limpeza Urbana

Veículos equipamentos

Participação na Execução dos Serviços

Resíduos Coletados Diariamente

 

I - CONSISTÊNCIA TECNOLÓGICA

Reciclagem de Resíduos Orgânicos

Reciclagem de Resíduos da Construção Civil

Coleta Seletiva dos recicláveis (papel, metal, vidro, plástico)

Galpão de Triagem dos Materiais Recicláveis dos Catadores de Papel

Aterro Celular

Complexo de tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos Capitão Eduardo

Coleta Domicilar em Vilas e Favelas

 

II - QUALIFICAÇÃO E VALORIZAÇÃO DO TRABALHADOR DA LIMPEZA URBANA

Assistência Social, Segurança e Medicina do Trabalho

Projeto de Alfabetização

Projeto de Atendimento e Acompanhamento Sócio-Funcional

Micro Pontos de Apoio à Varrição

Uso Adequado de Uniformes e EPIs

Refeitórios e Banheiros

GISS - Grupo de Integração dos Serviços da SLU

TV Gari

Treinamentos

 

III - CIDADANIA E PARTICIPAÇÃO ATIVA DA SOCIEDADE

A Comunidade e a Coleta Seletiva

Inserção Social dos Catadores de Papel

Bar em Bar

Ponto Verde - Ponto Limpo

Rádio Limpeza

Coral Reciclar

Ecomóvel - Unidade Móvel para Educação Ambiental

Campanha : "BH Reciclada" Coleta Seletiva em Escolas

SLU Pede Carona

Sinais de Trânsito

C E M P

 

 

APRESENTAÇÃO

 

As soluções para os problemas derivados da geração de resíduos sólidos vem, a cada dia, tornando-se complexas pois além da necessidade de buscarem alternativas tecnológicas para o manejo ambientalmente correto desses resíduos, deverão considerar as mudanças sociais, econômicas e culturais da sociedade.

Apesar da complexidade das ações a serem adotadas, programas de educação ambiental de caráter educativo e informativo são fundamentais para conscientizar a população quanto às suas responsabilidades individuais e coletivas, no tocante à geração e destinação dos resíduos e para questionar a cultura do desperdício devido ao consumismo exagerado.

Paralelamente, devem ser incentivadas atividades que promovam a qualificação dos trabalhadores direta ou indiretamente responsáveis pela prestação dos serviços de limpeza urbana. Cabe comentar a total desqualificação e desvalorização pela sociedade dos primeiros, ou seja, os capinadores, varredouros, coletores pois, a comunidade não reconhece a importância da função que desempenham.

Considerando esses aspectos, foi implantado em 1993 o Modelo de Gestão dos Resíduos Sólidos de Belo Horizonte. Nacional e Internacionalmente reconhecido através de várias premiações, dentre elas, o prêmio "Gestão Pública e Cidadania" (1996) pelas Fundações Ford (EUA) e Getúlio Vargas (RJ), esse modelo apoia-se num tripé cujos pilares são a "Consistência Tecnológica", a Qualificação e valorização do Trabalhador"e a Cidadania e Participação efetiva da Sociedade".

Desenvolver um trabalho desse porte implica quebrar resistências pessoais e coletivas, enfrentar dificuldades financeiras, institucionais, administyrativas, técnicas e políticas. Por tudo isso, é grande a responsabilidade pela continuidade e aperfeiçoamento do modelo.

No entanto, vale enfatizar que o sucesso da experiência conduzida pela SLU vem se sustentando graças ao comprometimento de seus funcionários, ao engajamento da sociedade e ao apoio dado pela atual administração da Prefeitura de Belo Horizonte.

 

Luiz Henrique Hargreaves

Superintendente de Limpeza Urbana

 

 

1. SITUAÇÃO ATUAL DA LIMPEZA URBANA EM BELO HORIZONTE

 

Gerenciamento de resíduos sólidos no município é de incumbência da Superintendência de Limpeza Urbana - SLU, autarquia municipal criada em 1973.

Objetivando uma maior eficiência e agilidade na prestação dos serviços a SLU atua operacionalmente através de suas 10 (dez) Divisões de Limpeza Pública, localizadas em ponto estratégicos de cada região da cidade.

A população residente e flutuante gira em torno de 2.500.000 pessoas, sendo atendida com os serviços de limpeza urbana em aproximadamente 90%.

 

MÃO-DE-OBRA A SERVIÇO DA LIMPEZA URBANA:

DISCRIMINAÇÃO

QUANTIDADE

SLU
  • Operacional
  • Administrativo

1.663

828

Subtotal

2.491

CONTRATADA
  • Consultoria/Serviço Téc.Especializado
  • Convênio Governo Estadual/Municipal
  • Estagiários
  • Contrato Operacional

4

4

172

2.735

TOTAL

5.406

 

VEÍCULOS E EQUIPAMENTOS:

DISCRIMINAÇÃO

SLU

CONTRATADA

TOTAL

Caminhão Compactador

88

42

130

Caminhão não Compactador

38

135

173

Equipamentos

25

20

45

Veículos Leves

14

86

100

Caçamba Estacionária

120

46

166

TOTAL

285

329

614

  

PARTICIPAÇÃO NA EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS:

ATIVIDADE

SLU

CONTRATADAS

Coleta Domiciliar e Comercial

54%

46%

Coleta Domiciliar em Vilas, Favelas e Conjuntos

Habitacionais de Baixa Renda

17%

83%

Coleta Domiciliar Recolhida por Caçambas

59%

41%

Coleta Unidades de Saúde

100%

-

Coleta Seletiva de Feiras e Sacolões

100%

-

Coleta Seletiva LEVs

-

100%

Coleta Seletiva de Vidros

100%

-

Varrição

36%

64%

Capina, Roçada e Raspagem Manual

1%

99%

Roçada Mecânica

18%

82%

Raspagem Mecânica

-

100%

Lavação

100%

-

Aterragem dos Resíduos

100%

-

Beneficiamento de Resíduos (Composto Artesanal)

100%

-

Reciclagem de Resíduos da Construção Civil

100%

-

Nota:

  1. Dados de agosto/97
  2. Os percentuais acima citados são calculados em relação ao total de produção apurada em cada atividade, exceto a varrição onde considera-se a mão-de-obra na atividade, uma vez que algumas turmas são mistas (SLU e Contratadas).

 

RESÍDUOS COLETADOS DIARIAMENTE

PROCEDÊNCIA

GERAÇÃO MÉDIA (t/dia)

Resíduo Domiciliar e Comercial

1.143,92

Resíduo Domiciliar em Vilas, Favelas e Conjuntos Habitacionais de Baixa Renda

80,75

Resíduo Domiciliar Recolhido por Caçambas

73,87

Resíduo Unidades de Saúde

27,10

Resíduo de Coleta Seletiva de Feiras e Sacolões

2,56

Resíduo de Coleta Seletiva de LEVs

1,01

Resíduo de Coleta Seletiva de Vidros

2,26

Resíduo de Particulares

92,47

Resíduo da Construção Civil - Aterro Sanitário

1.482,19

Resíduo da Construção Civil - Estoril

63,23

Resíduo da Construção Civil - Pampulha

45,06

Resíduo Público

681,18

TOTAL

3.695,60

Nota: Dados de Agosto/97.

 

I - CONSISTÊNCIA TECNOLÓGICA

 

É baseada no Programa de Manejo Diferenciado a Tratamento Descentralizado dos Resíduos. Este Programa promove a segregação dos materiais nas fontes geradoras, dando a cada tipo de resíduo um tratamento adequado, incentivando a redução, reutilização e reciclagem dos mesmos, acarretando com isto a redução significativa do material a ser aterrado. O Programa é composto de três projetos de reciclagem - Compostagem dos resíduos orgânicos de grandes produtores ( mercados, feiras e sacolões) e das podas de parques e jardins, Reciclagem dos resíduos da construção civil (entulho) e Coleta Seletiva dos recicláveis (papel, metal, vidro e plástico), - além do projeto de Biorremediação e Aterro Sanitário Celular para o tratamento do resíduo domiciliar e comercial. Inclui-se ainda o aprimoramento constante dos serviços prestados com adequação e inovação de equipamentos e instalações e a ampliação do atendimento, contemplando áreas excluídas ou mal atendidas.

 

RECICLAGEM DE RESÍDUOS ORGÂNICOS

A SLU, preocupada com o crescimento progressivo do volume de lixo urbano nesta Capital, vem buscando alternativas que propiciem uma melhor qualidade de vida à população belo-horizontina. Dentre várias ações, implantou o processo de compostagem simplificada, que diz respeito à maximização da reciclagem e ao reaproveitamento re resíduos orgânicos. Para esse processo foi priorizada e adotada a coleta diferenciada nas fontes geradoras, tais como supermercados, sacolões, feiras e congêneres.

O composto orgânico resultante, de excelente qualidade, mineralizado e estabilizado biologicamente, é próprio para ser utilizado no plantio de hortas e jardins, na recuperação de áreas degradas por erosão, na contenção de taludes e encostas.

Ainda sobre o assunto, vale ressaltar que a SLU, em convêniio com a Universidade Federal de Viçosa e com o patrocínio da UNICEJ, editou o "Manual de Compostagem: processo de baixo custo" para ser distribuído em escolas, universidades, entidades ambientalistas e prefeituras.

 

RECICLAGEM DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL

EM Belo Horizonte, cerca de 50% dos resíduos coletados diariamente se referem a entulho da construção civil, o que contribui seriamente para a degradação do meio ambiente.

Em consequência disso e com vistas à recuperação da qualidade do meio ambiente urbano, a SLU criou e implantou o Projeto da Reciclagem de Entulho, com os seguintes objetivos:

Atualmente está em operaçào na cidade duas Unidades de Reciclagem de Entulho, localizadas nos bairros Estoril e Pampulha, com capacidade de processamento de 120 e 240 t/dia, respectivamente.

É importante salientar que esta iniciativa diminuiu drasticamente os pontos de depósitos clandestinos de entulho no município.

 

COLETA SELETIVA DOS RECICLÁVEIS ( PAPEL, METAL, VIDRO, PLÁSTICO )

Apostando na mudança de cultura da população belo-horizontina, a SLU, sem poupar esforços, investiu na Mobilização Social, orientando os municípios em toda a cidade. Hoje, sua vitória desponta com o sucesso da Coleta Seletiva. A população sensibilizada tem mostrado sua adesão à mudança de hábitos, depositando materiais recicláveis, que antes compunham o resíduo dimiciliar, nos diversos Locais de Entrega Voluntária - LEVs instalados pela SLU.

A renda proviniente da comercialização desses materiais é revertida em prol da Santa Casa de Misericórdia e da Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável de Belo Horizonte - ASMARE.

 

GALPÃO DE TRIAGEM DOS MATERIAIS RECICLÁVEIS DOS CATADORES DE PAPEL

Em parceria com a Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável - ASMARE foram implantados três galpões de triagem dos materiais recicláveis, que além de possibilitarem a eliminação de cerca de 50 pontos críticos de triagem nas calçadas da área central, promoveram melhorias nas condições de trabalho, possibilitando o reconhecimento dos catadores de papel como profissionais da limpeza urbana.

 

ATERRO CELULAR

O Aterro Sanitário da BR-040 foi diagnosticado em 1993 como ponto crítico, requerendo ações imediatas no tocante ao controle da poluição ambiental.

Objetivando solucionar os problemas identificados, a SLU adotou em seu aterro sanitário a tecnologia de Aterro Celular, associada à biorremediação, o que permite e além da mitigação dos impactos ambientais já causados, a acelaração do processo de decomposição da fração orgânica do lixo e o prolongamento de sua vida útil de 2 para 18 anos.

Durante a construção das células de aterro, procura-se manter o alto padrão de qualidade tecnicamente recomendado, dotando-se de sistemas de drenagem e coleta de líquidos percolados e gases.

Em outubro/97 iniciou-se a operação da primeira delas, pretendendo-se através de um monitoramento operacional e ambiental contínuo e da instalação de um sistema de controle preventivo e corretivo, garantir a preservação ambiental.

Foi também implementado o programa de recomposição da cobertura vegetal da área do Aterro complementada pelo cinturão verde e obras de urbanização necessárias.

 

COMPLEXO DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS CAPITÃO EDUARDO

Em meados de 1972, a Municipalidade, antevendo os problemas que poderiam advir do crescimento da cidade, desapropriou uma área, denominada Fazenda Capitão Eduardo, para a implantação de um sistema de destinação final dos resíduos gerados em Belo Horizonte.

No entanto, em 1985 a área sofreu um parcelamento urbano promovido pela própria municipalidade para fins de assentamento populacional.

Em função desse fato, a SLU objetiva adequar um sistema de destinação final localizado em área significativamente urbanizada, elaborou em 1996 um projeto utilizando a mesma tecnologia empregada na reestruturação do aterro existenmte da BR-040, ou seja, processo de aterro celular associado à biorremediação que possibilita a distribuição das células em somente 20% da área e garante a preservação dos recursos naturais.

As unidades de processamento e tratamento de resíduos previstas no projeto são:

 

É importante salientar que a construção deste aterro acarretará além do aumento da vida útil do aterro celular da BR-040 a redução significativa dos custos do transporte dos resíduos.

 

COLETA DOMICILAR EM VILAS E FAVELAS

Beneficiar vilas, favelas e aglomerados perféricos de BH com a coleta domicilar é um dos grandes desafios propostos à equipe técnico-operacional da SLU.

Não faltaram esforços, competência e recursos para viabilizar a coleta domicilar em vilas e favelas. Além de campanhas educativas foram adquiridos cinco veículos de pequeno porte para possibilitar o percurso nas ruas estreitas. Em becos e locais de pior acesso, a coleta passou a ser realizada em carrinhos de mão. O ano 1996 foi encerrado com o atendimento a 75% da população de vilas e favelas, cerca de 300 mil habitantes, sendo que em 1992, essa coleta beneficiava a apenas 48% dessa população.

É meta desta administração garantir a continuidade deste programa ampliando atendimento pelo serviço de coleta a 90% da população até o ano 2.000.

 

 

II - QUALIFICAÇÃO E VALORIZAÇÃO DO TRABALHADOR DA LIMPEZA URBANA

 

Consiste no reconhecimento da importância do trabalho de limpeza urbana e na busca do resgate do auto-estima e de maior qualificação dos trabalhadores direta e indiretamente responsáveis pela execução dos serviços.

Seguem algumas das ações desenvolvidas:

 

ASSISTÊNCIA SOCIAL, SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO

No sentido de previnir acidentes, preservar a saúde e melhorar as condições de trabalho do servidor da limpeza urbana, foram realizadas várias ações, como o "Projeto Acidente Zero", o "Programa de Orientação ao Servidor com Doenças Crônicas", destinado aos hipertensos, diabéticos, epilépticos; o "Prograama de Prevenção ao Abuso do Álcol", o "Projeto de Valorizaçào da Imagem do Trabalhador"e o "Plantão Social do Servidor".

Além disso, todos os servidores se submetem periodicamente ao "Exame Médico Periódico", que se constitui de evaliação clínica e laboratorial.

 

PROJETO ALFABETIZAÇÃO

LER e ESCREVER deixou de ser apenas um sonho para grande parte dos garis de Belo Horizonte. Através de um convênio firmado em 1994 entre a SLU, o SESIMINAS e a CGI, os servidores não alfabetizados da SLU puderam iniciar a caminhada para participarem mais ativamente do aprender e, consequentemente, para seu crescimento pessoal.

As aulas são ministradas em todas as sedes operacionais da SLU, e a freqüência às aulas é excepcional, atingindo 90% dos alunos matriculados.

Até hoje, o Projeto Alfabetização já possibilitou a 68 servidores a conclusão da 4º série do 1º grau, com reconhecimento do MEC.

Esse projeto vem possibilitando ao servidor um crescimento pessoal e uma participação mais ativa no desenvolvimento de sua atividades profissionais.

 

PROJETO DE ATENDIMENTO E ACOMPANHAMENTO SÓCIO-FUNCIONAL

O projeto objetiva proporcionar condições para um melhor relacionamento entre servidor/servidor, servidor/chefia e servidor/comunidade; desenvolver nos servidores hábitos e comportamentos adequados em relação à saúde, higiene e alimentação; valorizar o trabalho do servidor braçal, resgatar a sua cidadania, incentivar a criatividade, fomentar o debate sobre questões relacionadas ao seu dia-a-dia e transformá-lo em agente multiplicador da limpeza urbana.

No desenvolvimento das várias ações para concretização dos objetivos do projeto, foi sedimentada a abertura de possibilidades para que esses trabalhadores, há tanto tempo esquecidos, se tornem parte efetiva do mais importante segmento da Autarquia. Hoje, esses trabalhadores, além de se reconhecerem como parte fundamental desta Autarquia são conscientes de seus direitos e deveres.

 

MICRO PONTOS DE APOIO À VARRIÇÃO

Com a finalidade de propiciar condições mais humanas aos trabalhadores da limpeza urbana no desempenho de suas atividades, a SLU desenvolveu e instalou Micro Pontos de Apoio para os que prestam serviços de varrição.

Essas unidades, instaladas nos alargamentos dos passeios são pré-fabricadas, possuem dimensão aproximada de uma banca de revistas ( 3,38 m2 ) e oferecem suporte mínimo a uma equipe de 8 pessoas. São dotadas de vaso sanitário, ducha higiênica, filtro, chuveiro, esquentador de marmitas, escaninho para ferramentas de trabalho.

A instalação destes equipamentos urbanos iniciou-se em 1996 sendo finalizada em 1997, perfazendo um total de 100 MPAs em condições de utilização.

 

USO ADEQUADO DE UNIFORMES E EPIs

O fornecimento de uniformes e equipamentos de proteção individual e o seu uso obrigatório pelo trabalhador tornou-se rotina na SLU.

Ao receber esse material, o trabalhador é orientado sobre a importância e a necessidade do uso correto do mesmo. O monitoramento referente à utilização do uniforme e dos equipamentos é realizado diariamente.

 

REFEITÓRIOS E BANHEIROS

O Projeto de Atendimento e Acompanhamento Sócio-Funcional buscou soluções para melhoria real das condições de trabalho do servidor da limpeza urbana. Dentre as conquistas arroladas no decorrer de cinco anos da árdua tarefa, citam-se a construção e reforma de refeitórios e banheiros para os trabalhadores da SLU, bem como a criação de condições para a conservação dessas instalações.

 

GISS - GRUPO DE INTEGRAÇÃO DOS SERVIDORES DA SLU

Criado em setembro/94 com o objetivo de reunir representantes de todas as unidades da SLU, o GISS, vem atuando também como fonte de informação das ações da Autarquia.

Esse grupo é ainda responsável pelo planejamento de eventos de integração, como:

 

TV GARI

O Telejornal da SLU "TV GARY", tem por objetivo repassar a todos os servidores as notícias referentes a fatos e acontecimentos importantes ligados à Autarquia e/ou de interesse dos trabalhadores, de forma direta e unificada.

O Telejornal tem uma edição mensal, com 20 minutos de duração, e é apresentado em horários e dias diferentes, em todas as unidades da SLU.

Até hoje temos 30 programas editados contando com total aceitação de nossos servidores.

 

TREINAMENTO

Acreditando no potencial de sua equipe, a SLU investiu na capacitação e desenvolvimento de seus profissionais, proporcionando-lhes a participação em treinamentos, cursos, palestras, seminários, congressos e visitas técnicas.

As informações referentes a esses eventos são sistematicamente repassadas aos demais funcionários no "Reunindo Idéias".

 

 

III - CIDADANIA E PARTICIPAÇÃO ATIVA DA SOCIEDADE

 

Este módulo coloca o poder público como agente articulador de soluções integradas, incentivando a participação popular nas discussões e na implementação de várias ações, utilizando-se de recursos lúdicos e criativos para veiculação de mensagens educativas relativas à proteção do meio ambiente e à manutenção da limpeza urbana. Busca a vibilização de parcerias com diversos setores da sociedade civil, outros órgãos da administração municipal e envolve ainda instâncias das esferas estadual e federal.

A SLU tem hoje 87 parceiros. Entre eles a PETROBRÁS, o Banco do Estado de Minas Gerais - BEMGE, o Sindicato da Construção Civil - SINDUSCON, a Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, a Santa Casa de Misericórdia e o Hospital Mário Penna, Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável de Belo Horizonte - ASMARE.

As principais ações relativas à este módulo serão descritas a seguir.

 

A COMUNIDADE E A COLETA SELETIVA

A mudança de hábitos requer conscientização, paciência e perseverança, apesar das dificuldades enfrentadas não desistimos, a SLU tem buscado o envolvimento da população na implantação da coleta seletiva, através de treinamentos e apresentações artísticas educativas.

Os reflexos positivos na limpeza da cidade e a mudança de comportamento da comunidade é notável.

 

INSERÇÃO SOCIAL DOS CATADORES DE PAPEL

A SLU, em ação conjunta com a PMBH e a Associação dos catadores de papel, Papelão e Material Reaproveitável de Belo Horizonte - ASMARE vem desenvolvendo intenso trabalho objetivando viabilizar a inserção social, pela profissionalização, dos catadores de papel, considerando que esses atuam como agentes prioritários do Projeto de Coleta Seletiva.

O trabalho beneficia os catadores de papel através da instalação de infra-estrutura de suporte à coleta e triagem do material reciclável, fornecimento de vales-transporte e uniformes, treinamentos, alfabetização e capacitação para o trabalho.

Em 1993 eram 31 catadores associados passando para 210/9777, sendo os emsmos responsáveis pela coleta diária de 318 t/mês (papel, metal, plástico).

 

BAR EM BAR

Programa desenvolvido dentro da campanha BH MAIS LIMPA, com o objetivo de mobilizar usuários e proprietários de bares, restaurantes e lanchonetes para cuidarem da limpeza e conservação das calçadas. Além da apresentação teatral, são enviadas aos proprietários desses estabelecimentos, correspondências acompanhadas de 3 cartazes: "Cidade Suja é Dose", "Cidade Suja não dá pra Engolir "e "Cidade Suja é Intragável".

Esse programa, realizado em conjunto com a Fiscalização da SLU, atingiu até setembro/97, um total de 295 estabelecimentos.

 

PONTO VERDE - PONTO LIMPO

Este projeto consiste na recuperação de áreas degradadas pela deposição de resíduos através da limpeza e do plantio de espécies vegetais (Ponto Verde) ou simples limpeza e recuperação física (Ponto Limpo). Da mesma forma, contribui para a eliminação de áreas de risco em locais de topografia acidentada, sendo ainda fator determinante na diminuição da ocorrência de "vetores de doenças"tais como moscas, baratas, ratos e escorpiões.

As ações são feitas em conjunto com a população local, inserida no projeto desde a sua fase de planejamento até a execução, através de um intenso trabalho de mobilização visando o seu comprometimento com a recuperação e a manutenção dos espaços.

Desde sua criação em maio/95, o projeto promoveu a recuperação de 295 áreas, priorizando as comunidades carentes.

 

RÁDIO LIMPEZA

A "Rádio Limpeza"é um programa de auditório utilizado nas campanhas educativas. É apresentado preferencialmente, em lugares públicos, ruas, praças, parques, podendo ser adaptado a empresas, clubes, escolas, teatros e ginásios.

O objetivo da Rádio Limpeza é informar, educar e conscientizar a população sobre os problemas do lixo e suas cpnsequências para a sociedade e o meio ambiente, apresentando as soluções e mostrando que elas dependem, principalmente, da participação da comunidade.

 

CORAL RECICLAR

Cantando, encantando, o Coral Reciclar, composto por 18 garis e uma maestrina, vem promovendo a integração dos servidores e sensibilizando os municípios para colaborarem com a limpeza da cidade.

Apresentando-se em eventos patrocinados pela SLU e a convite de outras instituições, o coral RECICLAR tem emocionado platérias e seu trabalho é reconhecido em diversas cidades brasileiras além de Belo Horizonte.

 

ECOMÓVEL - UNIDADE MÓVEL PARA EDUCAÇÃO AMBIENTAL

O Ecomóvel é um veículo munido de equipamento multimídia - televisor, vídeo, palco e som -, exposição e biblioteca, composta por um acervo infanto-juvenil de literatura ambiental.

Com esse veículo tem sido possível realizar filmagens ao vivo, programas interativos e campanhas educativas referentes à limpeza urbana, preservação do meio ambiente e implantação da coleta seletiva em BH.

O projeto do Ecomóvel foi concebido na Assessoria de Mobilização Social em 1993, aprovado em 1995, e desde sua implantação em 1996 tem sido utilizado com sucesso.

 

CAMPANHA ‘BH RECICLADA I - COLETA SELETIVA EM ESCOLAS

Para a implantação da Coleta Seletiva, a SLU realiza um trabalho educativo nas escolas municipais, estaduais e particulares, estimulando a redução do desperdício e a separação dos materiais para reutilização e reciclagem. Muitas escolas já estão implantando a oleta Seletiva envolvendo alunos, funcionários, pais e professores.

 

SLU PEDE CARONA

É um programa de abolização teatral com o objetivo de sensibilizar os usuários do transporte coletivo a utilizarem as lixeirinhas instaladas nos coletivos, evitando jogar o lixo pelas janelas. Todas as empresas de ônibus de Belo Horizonte foram contatadas pela SLU e convidadas a participar do projeto. A primeira empresa a aderir ao projeto foi a COSAM - Coletivos Santa Mônica, que instalou 200 lixeiras em 82 ônibus.

As lixeirinhas, confeccionadas em fibra de vidro e com capacidade para receber até 2 litros, foram desenvolvidas por alunos da Fundação Mineira de Arte Aleijadinho - FUMA.

Também faz parte da campanha, a distribuição de saquinhos de lixo, adesivos e folhetos explicativos.

 

SINAIS DE TRÂNSITO

Campanha realizada perto dos semáforos, objetivando realizar uma abordagem educativa com os proprietários e os usuários de veículos leves, procedendo à distribuição de lixeirinhas de plástico para carro.

Até 27 de novembro/97 já foram realizadas 166 campanhas.

 

CEMP

O Centro de Memória e Pesquisa Rosalina de Paula Barroso - CEMP foi criado em 1993, com o objetivo de resgatar, registrar e preservar a história da limpeza urbana e da SLU.

Além disso, o CEMP incentiva pesquisas que contribuam para a melhoria da qualidade de vida, fornecendo ao público informações sobre o saneamento, resíduos sólidos e suas formas de tratamento e seu papel na preservação do meio ambiente.

Seu acervo se divide em arquivo Histórico, biblioteca técnica, videoteca e arquivo fotográfico, com informações sobre coleta seletiva, reciclagem, compostagem, destinação final do lixo, etc, no Brasil e em várias partes.

Sua estrutura e espaço físico permitem que as leituras e pesquisas sejam feitas no próprio local. O acervo da videoteca pode ser reproduzido, gratuitamente, bastando que o interessado forneça a fita de vídeo para cópia.