Jornal do Brasil

[11 de janeiro]


Fábrica de celular
será advertida

RENATA GIRALDI

BRASÍLIA - O ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, se reúne na semana que vem, no dia 18, com os representantes de dez empresas fabricantes, revendedoras e importadoras de pilhas e de baterias de telefone celular. A idéia é adverti-los que têm até o final do ano para se adequarem às regras estabelecidas pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). A ordem é imprimir nas embalagens informações sobre os riscos à saúde e ao meio ambiente que os produtos causam e, ainda orientações para que as mercadorias sejam devolvidas ao comércio.

"Eu estou tomando precauções para garantir o cumprimento da resolução do Conama, confio nos empresários e comerciantes", comentou o ministro. "Caso não cumpram com o determinado, vão estar sujeitos às sanções por crimes contra o meio ambiente, podendo receber multa e até pena de detenção", ressaltou Sarney Filho.

Lixo comum - A preocupação do ministério é que as pilhas e as baterias quando perdem seu valor energético, acabam deteriorando-se e tratadas como lixo comum. O risco, segundo os técnicos, é que como lixo o produto é capaz de contaminar o solo, os lençóis freáticos, a fauna e a flora. Para evitar o perigo, uma das determinações do Conama é para que o material depois de usado seja entregue ao comércio, que envia aos fabricantes que adotarão os procedimentos adequados.

Pela resolução do conselho, as empresas fabricantes de pilhas e baterias terão o prazo de um ano (no caso até o final de 2000) para imprimir informações nas embalagens dos produtos sobre os riscos à saúde e ao meio ambiente. E, mais dois anos (até o final de 2001) para implementarem sistemas de reciclagem e de tratamentos de incineração - este último dependerá de decisão dos fabricantes de pilhas.