PROGRAMAS DE COLETA SELETIVA

PREFEITURA DA CIDADE DO RECIFE

 

APRESENTAÇÃO:

 

 

                              Após a Conferência do Rio  a  Eco -  92,  ocorreu um despertar para as questões ambientais em todo país, crescendo a responsabilidade do Poder Público, no emprego de alternativas que tragam soluções para o grave problema da degradação Ambiental, incluindo no seu contexto o homem que é parte fundamental do processo, enfatizado pela Agenda –21, que estruturados em 40 capítulos, dispostos em 04 seções onde o primeiro trata-se especificamente de modo contundente o combate á pobreza, a proteção e promoção humana integrando meio ambiente e desenvolvimento.

Desta forma a Prefeitura do Recife, através da EMLURB, deu início a Implantação de Projetos  de Coleta Seletiva, abrangendo com programas estratégicas a população de modo a educar e equacionar os problemas relativos aos Resíduos Sólidos Urbanos, de forma a obter uma cidade mais limpa e consequentemente o  meio ambiente mais saudável.

 

 

PROGRAMAS:

 

 

1 -COLETA SELETIVA COMUNITÁRIA:

 

Objetivo:

 

É direcionada  a população de menor poder aquisitivo,  proporcionando uma melhoria na qualidade de vida, promovendo a educação ambiental de modo não formal , através da pré – seleção dos resíduos gerados naquela localidade, sendo oferecido a alternativa de troca dos materiais recicláveis por tickets alimento.

 

Metodologia:

 

A solicitação é feita através de um ofício  do Conselho de Moradores, com a representação do Presidente, ou líder comunitário a EMLURB. De posse da solicitação algumas considerações são feitas com relação a escolha da área, cadastramento das famílias, avaliação dos questionários aplicativos, onde se faz necessário um planejamento mais aprimorado visando identificar o poder aquisitivo, números de pessoas por famílias, e  grau de interesse na participação deste programa. Além disso, se faz necessário a avaliação da operacionalidade (acesso, segurança, volume), avaliação periódica do programa, orientação e divulgação através de reuniões com  as associações de moradores.

O trabalho de Articulação é feito pela ASSA com acompanhamento de um técnico operacional, visando uma maior integração das equipes.

 

 

 

Operação:

 

Mensalmente é distribuído  antecipadamente o calendário da coleta, com dia e horário pré determinado. A equipe de operação é composta de 03 balanceiros, 12 garis, 04 caçambas com motoristas específico para cada material coletado, um técnico para conferência de peso e troca do tickets, com apoio de 01 técnico da ASSA, sob a supervisão da Chefia da Divisão de Coleta Seletiva.

 

Material recolhido:

 

Papel, papelão, plásticos (PEBD, PEAD, PVC, etc.,) vidro, alumínio e metal (sucata)

 

Peso do Material:

 

Peso mínimo = 15 Kg ......01 tíckets de R$ 1,20 (papel, plástico, vidro)

Peso mínimo = 30 Kg.......01 tickets de R$ 1,20( sucata)

 

Destinação e Comercialização dos Materiais Recicláveis:

 

Dependendo da quantidade de material  recolhido, este é destinado a Indústria , CIV no caso do vidro e Gerdau, no caso do metal (sucata mista) . Quando em quantidade menor, é encaminhado a   Diretoria de Limpeza Urbana para ser pesado e em seguida encaminhado a Unidade de Tratamento de Resíduos Sólidos do Curado, para  armazenamento e posterior venda através da ARESE – Associação do Servidor.

 

Dados Técnicos:

 

Abrangendo 29 comunidades:

 

Peso médio mensal : 125.000 (Kg)

 

Quantidade de famílias beneficiadas (média mensal)  = 450

 

 

2) POSTOS DE ENTREGA VOLUNTÁRIA – PEV’s

 

São conjuntos de containers, implantados em locais estratégicos, principalmente praças, onde a população pode, por iniciativa própria , fazer a separação em casa e levar estes materiais recicláveis ao ponto de entrega mais próximo de sua residência, depositando-os  cada material no seu container correspondente:

 

Verde = papel

Vermelho = vidro

Amarelo = metal

Azul = plástico

 

 

Ação Educacional:

 

É feito em torno do local, onde o PEV’s é solicitado, um trabalho de conscientização por estagiários do CEFET – da área de Educação Ambiental, anteriormente capacitados para esta ação, ou mesmo técnicos da EMLURB, de forma a conscientizar e estimular a população a participar do programa de forma efetiva, mostrando os resultados e o propósito do Programa, a fim de que estes containers não venham ser utilizados com a disposição de matéria orgânica, que não deixa de ser material reciclável, mais em seu lugar apropriado que é a composteira ou Usina de Compostagem.

 

Escolha da Área:

 

Anteriormente, este trabalho era feito somente pela EMLURB; atualmente os pedidos são feitos pelos munícipes que começam a ter uma participação mais ativa, embora a avaliação seja da equipe operacional levando em consideração os seguintes aspectos:

 

-        o fluxo de veículo;

-        áreas que apresentem um grande potencial;

-        área com estacionamento permitido;

-        De fácil acesso para o carro coletor.

 

Recolhimento do Material:

 

Através de um roteiro pré estabelecido, após avaliação do percurso, tempo e freqüência de recolhimento, as áreas onde os PEV’s foram implantados, montou-se uma programação que atende aos usuários de forma que não venha acumular nas calçadas nem fora do depósito.

O recolhimento é feito através de caminhão (Munck), com divisórias, destinada aos quatro tipos de materiais recicláveis,  com capacidade máxima atingida de 1.550 Kg. O braço mecânico, acoplado de um dinâmometro  que se encarrega de elevar os containers até a carroceria da caçamba onde é feito a leitura do peso do material e também a tara do container.

Parte deste material é recolhido pela EMLURB –DLU e encaminhada a Unidade de Tratamento de Resíduos Sólidos no Curado, outra parte é doada aos Trapeiros de Emaús, uma ONG (Trapeiros de Emaús) sem fins lucrativo, que tem um trabalho social, e em algumas áreas o recolhimento é feito pelos carroceiros previamente contactados e cadastrados pela ASSA.

 

Comercialização:

 

Os materiais que são levados para o Curado, são separados de acordo com a sua especificidade, armazenados e em seguida enviados a indústria, no caso do vidro (CIV), sucata (Gerdau), e os demais materiais são comercializados pela Associação dos Servidores, revertido em material e equipamentos para o Programa.

 

Controle e Acompanhamento:

 

Atualmente estamos com 53 PEV’s,  implantados no Grande Recife em funcionamento, sendo que destes  40  são operados pela DVCS,    07  pelos Trapeiros de Emaús e 04  pelos carroceiros, 02 auto-gerenciados .

 

 

Dados Operacionais :

 

Média Mensal recolhidos (Kg):

 

 (DVCS) = 15.000

 

TRAPEIROS DE EMAÚS = 750.000

 

CARROCEIROS = NÃO TEMOS DADOS OFICIAIS

 

3 – COLETA SELETIVA EM CONDOMÍNIOS/ ESCOLAS/ ÓRGÃOS PÚBLICOS:

 

Objetivos:

 

Nestes Programas os objetivos são comuns, deste o estímulo ao reaproveitamento desses materiais como fonte de matéria prima, na fabricação de novos produtos, como esclarecer a população da importância da separação dos materiais na fonte geradora, os ganhos educacionais, ambientais e sociais.

 

Metodologia:

 

Visita técnica de uma equipe da DLU

Orientação e divulgação através de palestras educativas

Distribuição de material didático (Folders, cartazes, etc.)

Apresentação de peça teatral

Orientação desde a separação, armazenamento, comercialização ou doação;

Avaliação periódica do Desenvolvimento do Projeto.

 

Escolas ( Implantadas): 109

Condomínios  ( Implantados =30)

Órgãos públicos: (Implantados = 28)

 

Dados Operacionais:

 

Não temos com precisão o peso do material, devido a coleta ser descentralizada, distribuídos entre os carroceiros/catadores, empresas particulares, que já se encontram operando a coleta no grande Recife, como também a DVCS(Divisão de Coleta Seletiva – DLU).

 

 

4 – RECICLAR :

 

Como Projeto Piloto, foi escolhido dois bairros, Torre e Madalena, possibilitando assim, verificar a viabilidade através do monitoramento das ações, para possíveis ampliação do Programa de Coleta Porta  a Porta,  de forma compartilhada não só com a população, mas também com a iniciativa privada e organizações da sociedade civil, de forma a educar, conscientizando-os para a

 

 

 

 

 

necessidade de mudança de hábitos que se faz necessário para  a preservação da natureza consequentemente, melhoria na qualidade de vida da população.

 

IMPLANTAÇÃO  - DEZEMBRO/1999

 

METODOLOGIA:

 

Para efeito de estudos das áreas, levou-se em consideração o aspecto físico e  o aspecto urbano, político-social . Com roteiro previamente definido pelos setores de coleta domiciliar, favorecendo e facilitando os dados para que pudéssemos por em prática o programa.

 

MÉDIA MENSAL COLETADO = 10.000 Kg

 

Destinação do Material:

 

Trabalhamos em parceria com uma ONG – Os trapeiros de Emaús, que faz toda a coleta, em dias alternados, e monitorado pela DLU – Diretoria de Limpeza Urbana.

 

 

OFICINA DE PAPEL:

 

Como complemento no processo de Educação Ambiental, funciona dentro da Empresa uma Oficina de papel reciclável para efeito didático, principalmente escolas e outras entidades que tenham interesse no processo de reciclagem.

 

DVCS/DEZ/2000[M1] 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PROGRAMAS DE COLETA SELETIVA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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