Segundo os dicionários, lixo significa “resíduo”, “imundície”, “sujidade”, “rate”, “cisco” etc. A civilização humana processa e utiliza materiais da natureza, mas uma parte deles não é aproveitada. Dessa forma, são rejeitados como lixo. Obviamente, ele faz mal tanto à civilização quanto à natureza. Existem três métodos para resolver ou amenizar os problemas do acúmulo do lixo: reduzi-lo, reutiliza-lo e reciclá-lo.



Os paises industrializados, como os Estados Unidos, o Japão e a Inglaterra são os maiores produtores de lixo e o Canadá, a Holanda e a Suíça são os menores. Aparentemente, estes ú1timos estão sendo bem sucedidos na redução do lixo. Entretanto, dados sobre a geração de lixo por pessoa indicam uma realidade diferente. Os Estados Unidos são os maiores geradores de lixo por pessoa, seguidos do Canadá, da Holanda e da Suíça. Os menores geradores por pessoa sio a Alemanha, a Espanha e a França.



O lixo é classificado em três categorias do ponto de vista da periculosidade. A classe I é a mais perigosa, que apresenta risco à saúde pública ou ao meio ambiente. Nessa classe enquadra-se materiais como inflamáveis, corrosivos, reativos, tóxicos e causadores de doenças. A classe II é não inerte, ou seja, insegura e móveis, tais como materiais combustíveis, biodegradáveis e materiais solúveis na água. A classe III é inerte, ou seja, materiais sólidos e insolúveis na água. O lixo deve ser tratado de acordo com sua classe.



Certos resíduos podem provocar grandes efeitos negativos na saúde humana. Metais pesados aumentam a incidência de doenças cancerígenas e de intoxicação. A dioxina aumenta a incidência de câncer e, além disso, provoca má formação dos fetos. As partículas metálicas causam e agravam doenças respiratórias. O dióxido de enxofre (SO2) causa e agrava as doenças respiratórias e a irritação das vias respiratórias. O monóxido de carbono (CO) diminui a taxa de transporte de oxigênio no sangue e, no caso extremo, é fatal. Óxidos de nitrogênio diminuem a resistência imunológica, causam irritação das vias respiratórias e agravam as doenças respiratórias.



Existem várias formas de tratamento do lixo. A incineração, ou seja, a queima do lixo, é o método principal no Japão e na Suíça, sendo que mais de 60% do Lixo é incinerados. A Suécia, a França, a Alemanha e a Holanda incineram algo em torno de 40%. Os Estados Unidos, a Itália, o Canadá, a Inglaterra e a Espanha possuem baixos índices de incineração, não chegando a 20%.



A compostagem é a tecnologia de transformar o lixo em materiais sólidos estáveis, denominados compostos. O país mais avançado qualitativamente na técnica da compostagem é a Espanha, realizando em torno de 27% do tratamento total. Outros países europeus, como a França, a Itália e a Suíça, seguem atrás da Espanha.



Nos países de alta densidade demográfica e de alto nível de renda, como no Japão, na Alemanha, na Bélgica e nos estados da costa leste dos Estados Unidos, o lixo principal é as embalagens. A coleta do lixo é praticamente total e a coleta seletiva está em desenvolvimento. O lixo é queimado em incineradores, gerando energia elétrica. Resíduos de materiais não combustíveis são soterrados em aterros sanitários.



Nos países de baixa densidade demográfica de alto nível de renda, como o Canadá, nos países do norte da Europa e nos estados da costa oeste dos Estados Unidos, os principais lixos são embalagens e resíduos de jardinagem. A coleta de lixo é total e a forma principal de tratamento é o aterro sanitário. Em algumas regiões, a compostagem ainda está em desenvolvimento.



Nos países de baixa densidade demográfica e de baixo nível de renda, como em algumas regiões da África e da América do Sul, o principal lixo são os resíduos de alimentos. A coleta de lixo é incompleta e ele é despejado principalmente a céu aberto, chamado popularmente de “lixões”, e em aterros sanitários.


Ano da Publicação:
2007
Fonte:
http://sobrelixo.awardspace.com/hoje.php
Autor:
Rodrigo Imbelloni
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