Os pneus europeus, identificados tecnicamente como sendo as melhores matrizes para o reuso ou reutilização através dos modernos processos de remoldagem, ainda não tiveram o reconhecimento pelo movimento ambientalista brasileiro, de modo especial àquele que se tem dedicado aos projetos e implantação de sistemas de reciclagem, reutilização e aproveitamento de matérias primas finitas e ainda disponíveis no Planeta.



Para me informar ética e honestamente sobre a questão dos remoldados brasileiros, fiz um investimento em pneus remoldados, para testá-lo em um veículo o qual exige severas condições de trabalho.



Minha grande curiosidade era sobre esse novo produto – que se encontra no mercado e que passou a ser a conversa obrigatória entre os meios especializados e consumidores automotivos.



A aquisição dos pneus trouxe inúmeras surpresas: apesar de estarem com os preços 40% menores que os tradicionais ofertados ao consumidor brasileiro, sem muitas opções de preços e de garantias de uso, a compra também identificou um novo comportamento do fornecedor, oferecendo ao consumidor um contrato assinado de garantia do produto por até 80.000 km. rodados. Tal procedimento – que nunca fora ofertado pelos tradicionais fabricantes de marcas internacionais de pneus — transmitiu imediatamente uma confiança no produto e a certeza de que se algo não desse certo, teria uma solução sem burocracias, sem enganações, solucionado imediatamente.



Estou rodando mais de 25 mil km com os pneus remoldados e, por incrível que pareça, os pininhos de borracha que estão presentes nos pneus novos, ainda subsistem apesar o intenso uso que lhes foi submetido.



Visitei uma das grandes indústrias de remoldados no Brasil, que apresentou sem necessidade alguma, um brilhante projeto ambiental e ecológico, com todos os procedimentos técnicos, sociais e ambientais sendo atendidos por normas internacionais, além, é claro, atendendo ao modismo nacional do momento, alguns programas de responsabilidade social.



Como ambientalista de muitos anos de estrada, diante do movimento que começou a crescer no Brasil, contra a importação de carcaças de grande qualidade selecionadas em alguns paises da Europa, e para não emitir uma opinião enganosa e de “achismo” irresponsável, investi tempo e dinheiro, para essa tarefa de responsabilidade ambiental e profissional de voluntário ambientalista.



Com todas as informações, com 25 mil km rodados sem qualquer problema, com uma economia de 40% realizada na compra dos pneus remoldados, em poder de um contrato quente, que me assegurará até os 80 mil km, garantia da ausência de prejuízos, diante das péssimas estradas que temos hoje no Brasil, estou me sentindo preparado para fazer algumas considerações sobre esta Guerra que esta sendo travada contra os empreendedores brasileiros dos remoldados e à favor da Industria estrangeira no Brasil, dos pneus caros e sem seguro, fabricados com matérias primas virgens.



Vamos comparar inicialmente o tratamento dado ao capital estrangeiro quando chega ao Brasil para montar mais uma industria que fará concorrência aos corajosos e audaciosos investidores tupiniquins e o tratamento dado ao capital eminentemente caipira e nacional:



Para os estrangeiros toda ordem de incentivos é ofertada e concretizada, mesmo que não o peçam. Mas generosamente as recebem por dezenas de anos. Nada de ICMS e IPI é cobrado entre outras vantagens.



O empreendedor da remoldagem tem que pagar todas as contas: compra do imóvel, licenciamento ambiental complicado e complexo cheio de trique-triques, etc., energia elétrica ao preço corrente, custo da água doce igual ao consumidor normal, impostos todos são cobrados + de 80 deles, etc, etc. Isso sem computar a “fiscalização” que é cobrada diariamente do investidor brasileiro, que não tiver pelos mensalões, a proteção da corporação.



Portanto, dois pesos e duas medidas. É essa a situação, ou n

Ano da Publicação:
2007
Fonte:
http://www.bscolway.com.br/portal/canalbs/can_noticias_ler.php?id=215
Autor:
Rodrigo Imbelloni
Email do Autor: