O sistema de coleta seletiva de lâmpadas fluorescentes criado pela Prefeitura do campus de Ribeirão (PCARP), pioneiro na Universidade, completa três anos. A preocupação com o destino deste tipo de lâmpada surgiu pois, apesar de mais econômica em termos energéticos, contém mercúrio metálico, que é nocivo ao ser humano e ao meio ambiente. Quando quebrada, libera vapor de mercúrio que, dependendo das condições, pode ficar em suspensão no ar por várias semanas e ser absorvido pelos organismos vivos. Ainda que uma só lâmpada tenha um pequeno efeito no ambiente, as cerca de 40 milhões descartadas anualmente no Brasil provocam um impacto sensível. Por serem resíduos perigosos, estas devem ter um destino diferente dos aterros e lixões.

No campus de Ribeirão, todas as unidades enviam suas lâmpadas fluorescentes para a Divisão de Infra-estrutura da PCARP. Ali elas são armazenadas em um container especial, que possui um filtro para reter eventuais vazamentos. Depois que se atinge uma determinada quantidade, são enviadas para uma empresa que recupera o mercúrio e recicla os seus demais componentes, basicamente vidro e alumínio. Apesar do reaproveitamento dos materiais pela empresa, a USP paga R$ 0,70 por lâmpada reciclada. O custo é repassado para as unidades. Nestes três anos de atividade do programa já foram recicladas mais de 2 mil lâmpadas no campus

Ano da Publicação:
2007
Fonte:
http://www.ccs.usp.br/espacoaberto/junho99/noticias.html#Reciclagem
Autor:
Rodrigo Imbelloni
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