A goma de mascar, ou chiclete, é tido como algo tipicamente norte-americano devido à popularização nos Estados Unidos. No entanto, foi copiado dos indíos da Guatemala, que mascavam a resina extraída de uma árvore, o chicle, para estimular a produção de saliva e evitar que a boca ficasse seca durante longas caminhadas.



É uma forma de ativar o cérebro e evitar o sono”, afirma o coordenador do

departamento de distúrbio do sono da Unifesp, Ademir Baptista Silva. O segundo e o terceiro ramo do nervo trigêmeo (um dos nervos da face) são ativados, estimulando o cérebro.



O primeiro chiclete foi patenteado no dia 28 de dezembro de 1869 pelo dentista americano William Semple. Usando a borracha como matéria-prima, ele produziu gomas para que seus pacientes exercitassem a mandíbula e estimulassem as gengivas.



Anteriormente, a goma era feita a partir da seiva de uma árvore denominada abeto. A planta também era usada na fabricação de papel para a imprensa e quase foi extinta por causa de sua exploração comercial. O abeto foi substituído pela parafina de vela, que passou a ser adoçada e comercializada.



Mas a notoriedade do chiclete ficou para o fotógrafo Thomas Adams Jr. Ele descobriu que a goma servia como guloseima.







Chiclete Adams



Quando os conquistadores espanhóis invadiram o Império Asteca, em 1518, encontraram prostitutas que mascavam um tipo de goma, descoberta centenas de anos antes pelos maias, no sul do México. Eles perceberam que o chicle – um líquido grosso e leitoso que saía de cortes feitos na árvore sapodilha e depois endurecia em forma de goma – era extremamente saboroso.



A goma de mascar foi preservada pelos habitantes das florestas do México e da América Central até ser descoberta nos Estados Unidos pelo fotógrafo Thomas Adams Jr., em 1870. Ele era vizinho do ditador mexicano Antonio López de Santa Anna, exilado em Nova York um ano antes, junto com seu secretário, Rudolf Napegy. López aliava as tensões de seu exílio forçado mascando pedaços de chicle. Napegy apresentou a novidade para seu amigo Adams. Alguns dias depois, Adams estava numa farmácia e ouviu uma moça pedir um tablete de cera parafinada para mascar. Foi aí que teve um estalo.



Depois de inúmeras tentativas, Adams adicionou alcaçuz ao produto e o batizou de Black Jack. Fez o chicle em forma de pequenas bolas, embalou-as em caixas e passou a oferecê-lo em estabelecimentos de Nova Jersey em 1872. Oito anos depois, uma indústria de Cleveland lançou um chiclete que se transformou num dos sabores preferidos: hortelã. Na mesma década, Admas criou máquinas automáticas para vender chiclete em plataformas de estações de trem, e surgiu aí o sabor tutti-frutti.



O Ping-Pong, a primeira goma de mascar brasileira, foi lançada pela Kibon em 1945.







Mascar chiclete pode fazer bem à memória



Segundo os investigadores, o ato de mascar chiclete permite a aceleração dos batimentos cardíacos, facilitando o acesso do oxigênio ao sistema nervoso central e melhorando assim as funções cognitivas



Londres – Um grupo de cientistas britânicos revelou, nesta quarta-feira, que não há só contra-indicações para os amantes da goma de mascar: mastigar seguidamente um simples chiclete favorece, aparentemente, o rendimento da memória e pode tornar mais brilhante a mente do “viciado”.



O estudo foi realizado por uma equipe de cientistas da Northumbria University e da Cognitive Research Unity (Unidade de Investigações Cognitivas). Os resultados da investigação foram divulgados nesta quarta-feira, na conferência anual de psicólogos britânicos em Blackpool.



Segundo os investigadores, o ato de mascar chiclete permite a aceleração dos batimentos cardíacos, facilitando o acesso do oxigênio ao sistema nervoso central e melhorando assim as funções cognitivas. O sabor da goma de mascar não tem importância, a chave está na repetição da ação<

Ano da Publicação:
2007
Fonte:
http://www2.rio.rj.gov.br/comlurb/origem_chiclete.htm
Autor:
Rodrigo Imbelloni
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