Indústrias como Dell e IBM criam programas para recolher equipamentos velhos



Com as vendas de computadores pessoais batendo recordes no Brasil – a expectativa é que sejam vendidos 10 milhões de máquinas até o final de 2007, 20% a mais que em 2006 -, aumenta a preocupação com o descarte de máquinas e componentes usados. Muitos consumidores ainda não sabem o que fazer com seu lixo tecnológico, mas empresas do setor e ONGs começam a criar programas de reciclagem dos equipamentos.



A fabricante de computadores Dell lançou em 2006 um programa de recolhimento de máquinas. Já estão em operação dois centros de reciclagem, em São Paulo e Porto Alegre. O consumidor que entrar em contato com a companhia por meio do site terá seu computador recolhido, sem custo. “A empresa avalia o estado das máquinas, recondiciona o equipamento e depois o envia para ONGs que façam trabalhos relevantes de inclusão digital”, diz Gleverton Munno, gerente de assuntos corporativos da Dell Brasil.



O programa é global, e tem meta de recolher 125 mil toneladas de equipamentos até 2009. A empresa não divulga números da reciclagem no Brasil, mas, segundo Munno, o aumento de pedidos de recolhimento é proporcional ao crescimento das vendas de PCs.



A IBM, que hoje fabrica servidores para mercado corporativo – o grupo vendeu a divisão de PCs para a Lenovo -, também recolhe equipamentos dos clientes, que são desmontados e voltam ao mercado como matérias-primas. “Foram 18 toneladas de plástico e 186 de metal recuperadas em 2006”, diz João Luiz Bianchini, coordenador de meio ambiente da IBM Brasil.



Ainda não há no País legislação específica para o descarte do lixo tecnológico. Há projetos de lei em nível estadual e uma proposta parada no Congresso. “As empresas estão se antecipando porque a regulamentação sobre lixo tecnológico terá de ocorrer inevitavelmente”, afirma Kami Saidi, diretor de operações do Mercosul da HP Brasil. A empresa recolheu ano passado 2,8 toneladas de pilhas e baterias e está ampliando sua estratégia de reciclagem.



O Comitê para Democratização da Informática (CDI), que atua com inclusão digital, também recebe computadores usados de empresas e pessoas físicas. Foram 5 mil máquinas recolhidas em 2006, e a ONG está buscando parceiros para aumentar a eficácia do programa. “Temos um projeto de criar fábricas de remoldagem de equipamentos nas principais capitais, onde faríamos esse trabalho de reciclagem em larga escala, ajudando as empresas com o descarte”, diz Celso Fernandes, coordenador do CDI-Rio.



fonte: www.cajueventos.com.br

Ano da Publicação:
2007
Fonte:
http://www.setorreciclagem.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=592
Autor:
Rodrigo Imbelloni
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