O pneu gasto, mais conhecido como careca, parece não ter mais nenhuma utilidade. Além disso, não serve nem mesmo como matéria-prima para a produção de um novo pneu devido à vulcanização. Mas não é bem assim. Quando reciclado, pode virar muita coisa, como asfalto de borracha, sola de sapato e tapetes para carros ou mesmo combustível. Desde 1999 a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip) coleta e destina os chamados itens inservíveis (sem uso), já retirou na natureza 700 mil toneladas ou 139 milhões de pneus de automóveis de passeio. O investimento está em US$ 37 milhões,



O pneu sem uso é um grande gerador de entulho. Durante as obras de rebaixamento da calha do Rio Tietê, em São Paulo, em 2005, foram retirados do 90 mil pneus das águas. Após serem coletados, são retirados os aros de metal (que também pode ser reciclado para o setor siderúrgico) e a borracha triturada. Como o poder calorífico do material obtido é alto, semelhante ao do coque de petróleo e superior ao do carvão, pode ser largamente utilizado como fonte de energia (destino de 69% do produto reciclado); geralmente é opção à substituição do combustível fóssil em fornos de cimenteiras.



Segundo Álvaro Augusto de Oliveira, gerente-geral da Reciclanip, pneus reciclados podem ser usados para fabricar asfalto de melhor qualidade. ¿O asfalto de borracha adquire uma memória elástica que dilata e contrai enquanto os veículos circulam sobre ele, assim se adaptando melhor às variações de temperatura.¿ Para cobrir um quilômetro de rodovia são necessários 4,6 mil pneus de passeio. Apesar de o preço ser quase 30% maior, Oliveira afirma que vale o investimento pela preservação das estradas e do próprio meio ambiente.



Outros destinos são os artefatos de borracha (24% do total), como tapetes para carros, pisos industriais, quadras poliesportivas, rodas para carrinhos de supermercados, artigos para jardinagem. Existe ainda o uso em laminação (7%), na produção de percintas (indústria de móveis), solas de sapato e dutos de águas pluviais.



Autor: Soraia Abreu Pedrozo

Ano da Publicação:
2007
Fonte:
http://invertia.terra.com.br/carbono/interna/0,,OI1817341-EI8943,00.html
Autor:
Rodrigo Imbelloni
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