TI Verde: como reduzir gasto de energia e resíduos em PCs?









Fonte: Computer World



Brasil – Em 2006 foram vendidos cerca de 6 milhões de desktops no Brasil, segundo a empresa de consultoria International Data Corporation (IDC). O país ocupa, hoje, a terceira posição no mundo em unidades vendidas. Grandes corporações, pequenas empresas e usuários domésticos começaram a comprar máquinas ultramodernas, com processadores e placas de última geração. Mas qual será o custo desta corrida à tecnologia para o meio ambiente daqui a 10 anos?



Se nada mudar, uma parte significativa desses equipamentos vai estar em aterros, dividindo espaço com monitores aposentados, tocadores de MP3 ou celulares. Eles farão companhia aos produtos eletrônicos produzido no início da década de noventa, formando toneladas do chamado ‘ewaste’, o lixo eletrônico.



Não é segredo para ninguém: a TI tem um passivo ambiental grave. Se jogado sem controle de volta ao ambiente, o lixo eletrônico não só leva milhares de anos para se decompor, como também é um problema ambiental e de saúde pública por conta das substâncias tóxicas utilizadas em sua fabricação, como chumbo e mercúrio, que podem contaminar o solo ou os lençóis freáticos e causar doenças como câncer, por exemplo, ou mutações em pessoas cujas moradias são próximas aos lixões onde as máquinas foram jogadas sem cuidado.



A alternativa mais rápida para eliminar esses produtos, a incineração, também não é sustentável. Além de colocar diversos gases poluentes na atmosfera, como os altamente tóxicos e cancerígenos PAH (hidrocarbonetos policíclicos aromáticos), a prática também culmina com problemas relacionados ao combustível gasto para a realização da queima.



O passivo ambiental em TI envolve mais do que a disposição dos produtos. A fabricação é um problema. Para se ter uma idéia, a produção de uma estação de trabalho com monitor CRT de 17 polegadas demandou, em 2004, 240 quilos em combustíveis fósseis, utilizou 22 quilos de produtos químicos e cerca de 1,4 mil litros de água. As informações são do livro Computers and the Environment: Understanding and Managing their impacts (Computadores e o Meio-ambiente:entendendo e gerenciando seus impactos), lançado em 2004 pela Universidade da Organização das Nações Unidas (ONU).



Por um mundo mais verde



A ONU, aliás, é uma das entidades que tem debatido bastante a questão do lixo eletrônico. A organização lançou, no início de março, o StEP, projeto que une entidades como o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), a Academia Chinesa de Ciências e empresas privadas de TI, como Dell, Microsoft, Phillips e Cisco, com objetivo de encontrar novas formas para diminuir a quantidade de e-waste e tratá-lo melhor.



Os governos também começaram a se movimentar. Regulamentações foram criadas para atacar o problema, demandando a proibição do uso de substâncias tóxicas. A União Européia, uma das administrações mais avançadas neste sentido, criou, ano passado, duas diretrizes chamadas Waste Electrical and Electronic Equipment (WEEE, que significa Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos) e Restriction of Hazardous Substances (RoHS, que significa Restrição a substâncias perigosas). Ambas buscam garantir que lançamento dos resíduos químicos oriundos de eletrônicos, especialmente o chumbo e mercúrio, sejam menos agressivos ao meio ambiente.



Já para o consumo de energia elétrica, demandas como a Energy Star 4.0, da agência de proteção do meio ambiente dos EUA, cobra dos fabricantes maior eficiência energética nos produtos. Na outra ponta, as certificações internacionais – especialmente a família ISO 14000 – seguem indicando caminhos para a produção ambientalmente responsável, obrigando empresas certificadas a controlar seus resíduos e sua disposição no ambiente.



“Dentro de 4 a 5 anos, ninguém vai ser competitivo se não estiver apoiado no tripé: responsabilidade econômi

Ano da Publicação:
2007
Fonte:
http://www.eletrobras.com/elb/procel/main.asp?View=%7BEA5783EB-3CC4-4255-995E-98B9D1391764%7D&Team=¶ms=itemID=%7B75D60782-0B63-4BA6-B3EA-84E813FD922D%7D%3B&UIPartUID=%7BD90F22DB-05D4-4644-A8F2-FAD4803C8898%7D
Autor:
Rodrigo Imbelloni
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