Antes de se despreocupar em relação aos objectos que coloca nos contentores do lixo, saiba que cuidados são tidos no seu tratamento.

Não se pode confundir “aterro sanitário” com “depósito”, “lixeira”, etc. Estes métodos não empregam critérios científicos ou ecológicos. Grande parte da matéria orgânica (oriunda das plantas e animais) entra rapidamente em decomposição ao ar livre, proliferando, entre outros, moscas, baratas e ratos, e produzindo mau cheiro.

No interior da massa de detritos, o oxigénio é rapidamente consumido pelas bactérias, degradando a matéria orgânica, libertando gases e formando um líquido. Esta substância infiltra-se no solo e pode vir a poluir e a contaminar as águas superficiais e subterrâneas.

Aterro sanitário é uma maneira de dispor os resíduos sólidos no solo sem provocar danos ou ameaças à saúde colectiva, confinando o lixo no menor volume possível, cobrindo-o com uma camada de terra. Este tipo de estruturas dispõe de um sistema de drenagem de líquidos e gases; impedindo a contaminação do meio ambiente.
Para funcionar correctamente, o aterro deve ser cercado. A portaria de entrada, que é indispensável, controla o tipo de material que está a ser processado.

Resíduos tóxicos, graxas, líquidos em geral e pesticidas devem passar por um tratamento prévio. Os resíduos e outros materiais que entram no aterro são prontamente pesados com o auxílio de uma balança. Assim, também são necessárias instalações de apoio e armazéns para material e veículos, além de acessos e iluminação.
Vários são os critérios de engenharia empregues na escolha do local do aterro sanitário. Todo o cuidado deve ser tomado com os cursos de água e o lençol freático. O fundo do aterro deve ser protegido com uma camada de argila fortemente compactada. Sobre esta camada, constrói-se o sistema de drenagem, encaminhando assim todos os líquidos produzidos para o tratamento.

Informe-se e certifique-se que, no seu concelho, todas as regras de tratamento de lixo são rigorosamente respeitadas. Só assim poderá sentir-se tranquilo em relação ao destino dos resíduos que produz.

Ano da Publicação:
2010
Fonte:
http://www.tecnet.pt/portugal/20639.html
Autor:
Rodrigo Imbelloni
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