Acetonitrila

Pesquisadores da USP demonstraram que reciclagem combina com limpeza do meio ambiente também de uma forma muito ativa.

Usando sucata da própria universidade, o grupo desenvolveu um equipamento que pode converter grande quantidade de acetonitrila, um solvente altamente tóxico, em subprodutos de menor impacto ao meio ambiente.

A acetonitrila, um subproduto da indústria automobilística, é utilizada usualmente como solvente nas análises em 60% dos cerca de 400 laboratórios de pesquisa da USP em Ribeirão Preto, os quais geram cerca de 100 litros de resíduos dessa substância por mês.

Anteriormente, a acetonitrila era armazenada nos laboratórios, sem ter um destino ambientalmente adequado.

Sucata de autoclave

Usando como modelo um equipamento criado no Laboratório de Resíduos Químicos da USP de São Carlos, o grupo de Ribeirão Preto adaptou uma sucata de autoclave – um aparelho de pressão para esterilização – e mais alguns instrumentos também reutilizados, criando o novo reator.

“A ideia de usar o autoclave de aço inoxidável facilita e torna seguro o trabalho com o equipamento,”, afirma Odair Batistão, um dos construtores do equipamento.

Testes preliminares com plástico indicaram que esse material não seria capaz de suportar as condições necessárias à destruição do composto químico.

Outros desafios encontrados por Batistão e seus colegas foram adaptar um sistema de agitação com controle de velocidade e acoplar um controlador de temperatura.

Reator de destruição de acetonitrila

Embora a reação de destruição da acetonitrila seja simples, a otimização das condições de reação é complicada.

Diversos fatores influenciam no processo: porcentagem de acetonitrila no resíduo, volume tratado, temperatura, agitação da solução, pressão, etc.

O equipamento tem capacidade para destruir, de uma única vez, todo o volume do solvente gerado mensalmente no campus de Ribeirão Preto.

O resultado consiste basicamente em dois subprodutos: o ácido acético, um dos componentes do vinagre, e a amônia, um dos componentes do amoníaco doméstico.

Com informações da Agência USP – 08/12/2011

Ano da Publicação:
2012
Fonte:
Inovação Tecnológica
Autor:
Rodrigo Imbelloni
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