Além de gerar renda, a reciclagem vira arte na Bahia

No ano 2000, o faturamento global brasileiro com a reciclagem de lixo foi de R$ 13 bilhões, gerando dois mil empregos diretos e seis mil indiretos só nas 32 empresas que fabricam ligas a partir de sucata de alumínio. Isso sem falar nas 150 mil pessoas que vivem da coleta de latas em todo o país. Com a criação, em 1996, da Cooperativa dos Agentes Autônomos de Reciclagem Ltda (Coopcicla), cerca de 200 ex-catadores de lixo deixaram a incerteza das ruas e a insalubridade dos lixões. Atualmente, eles ganham R$ 200 mensais e chegam a receber R$ 150 apenas durante o carnaval. Além da preservação do meio ambiente, a reciclagem diminui a extração de recursos naturais e o acúmulo de resíduos. Não é à toa que ambientalistas e diversos grupos da sociedade em todo mundo vêm dando ênfase a essa questão. A Empresa de Limpeza Urbana da Bahia (Limpurb), por exemplo, criou oficinas de reciclagem de papel, móveis e brinquedos, com o objetivo de realizar cursos-relâmpago e trabalhos de conscientização da importância da coleta seletiva nos bairros. Partindo da idéia de que é preciso reciclar para preservar, educadores, artistas e jovens de Salvador estão transformando lixo em objetos de decoração e até presentes de aniversário. Além de cooperar para a preservação do meio ambiente, a iniciativa é uma alternativa para adolescentes que querem ganhar um dinheiro extra. No bairro da Federação, o Centro Social Ivonne Silveira vem se destacando pelo trabalho de reciclagem de vidro, lata, tecidos e até frascos plásticos. Sob a coordenação da artista plástica Ana Faria, garotos e garotas investem em uma produção permanente de objetos utilitários e decorativos, que são vendidos e geram renda para a instituição. Leandro da Conceição, de 13 anos, está decidido a dar continuidade ao trabalho de reciclagem iniciado no centro social. "Vou tentar fazer o trabalho em minha casa e vender os produtos aqui pelo bairro e em algumas lojas", aposta

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