No estuário da APA de Guaraqueçaba vivem aproximadamente 40 comunidades em oito microbacias inclu- indo ilhas, continente e bordas continentais em precária infra-estrutura. Objetivou-se avaliar a produção de lixo marinho nas comunidades e levantar comunidades microbiológicas atuantes na degradação dos resídu- os. Foram amostradas 28 comunidades, entre agosto/2002 e fevereiro/2003 por meio de questionários contendo perguntas sobre uso e qualidade da água, programas de educação sobre resíduos, geração, coleta e destinação dos resíduos. Segundo resultados, continente e ilhas queimam seus resíduos, enquanto bordas separam, as ilhas lançam seus resíduos no mar, apresentando, porém maior reaproveitamento, separação e venda para reciclagem; estas apresentaram ainda maior conhecimento sobre o destino dos resíduos coletados pelo serviço municipal. Sobre uso e tratamento de água, ilhas apresentaram maiores índices; bordas apresen- taram número reduzido. Quanto aos efluentes, as ilhas e continente usam fossas sépticas, bordas despejam direto no mar ou rios. Quanto à coleta por serviço municipal, continente respondeu que não havia, ilhas exaltaram a coleta do programa Baía Limpa. Sobre programas de educação e acondicionamento de resídu- os, ilhas responderam haver em ambas questões, bordas apresentaram os menores índices. Conforme resultado preliminar da biodegradação, os gêneros Verticilium sp., Monilia sp., Trichoderma sp., Colletotrichum sp., Acremonium sp., Fusarium sp. são registrados no mangue. Gliocladium sp., Trichoderma sp., Aspergillus sp., Acremonium sp., na praia, Acremonium sp., Fusarium sp., Gliocladium sp., na vila dos pescadores. Fusarium sp., Verticillium sp., Gliocladium sp., na floresta. Identificou-se também Coleoptera, Annelida, Hymenoptera, Isoptera e Drosophylla. Conclui-se que devido à falta de informações, comunidades e ambi- ente natural encontram-se expostos a grandes riscos devido à precariedade dos serviços. Palavras-chave: estuário, lixo marinho, comunidades, degradação.
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