O lixo marinho atualmente representa uma extensa e crescente ameaça aos ambientes costeiro e marinho. Com o desenvolvimento das atividades humanas, os mares e oceanos tornam-se os receptores desses subprodutos gerados e acolhem uma grande variedade de poluentes, rejeitos urbanos, agrícolas e industriais. A Baia de Todos os Santos é uma área de proteção ambiental circundada por área metropolitana com atividades industriais e portuárias incluindo uma refinaria de petróleo. A resultante destes fatores é uma série de impactos de contaminação tais como vazamentos de óleo ou efluentes, despejos químicos e esgotamento sanitário. Embora estes impactos apresentem-se reportados se desconhece os demais tipos e suas consequências, como os ocasionados por resíduos sólidos principalmente associados aos ambientes recifais. Este trabalho se propôs a avaliar a ocorrência de lixo marinho em três costões rochosos da Baía de Todos os Santos, nordeste do Brasil. Nossa hipótese se baseou em verificar se existe diferença estatistica significativa entre as replicas espaciais, abordando possíveis efeitos impactantes da presença de tais resíduos nos ambientes recifais. A partir da utilização de métodos não destrutivos foram realizados 105 censos visuais subaquáticos, utilizando dois métodos de amostragem a fim de qualificar e quantificar os resíduos submersos. Foram levantados um total de 1.428 objetos divididos em oito categorias de resíduos sólidos. O lixo marinho amostrado está intimamente associado ao descarte intencional, aos resíduos da pesca e às perdas acidentais todos com origem local. Os resultados alcançados evidenciam que estes ambientes recifais costeiros analisados encontram-se contaminados por resíduos sólidos e este provavelmente seja um padrão para os ambientes recifais urbanos. A principal e preocupante tendência dos poluentes seriam ordenadamente o plástico, madeira, metal, apetrechos de pesca e outros, onde estes podem estar afetando diretamente a qualidade do ambiente. Os impactos estariam envoltos a saúde do ambiente, a biota, paisagem submarina, as atividades recreacionais, o comércio e com isso podendo acarretar a perdas sociais, ambientais, culturais e econômicas para o estado.
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