O que ainda é pesquisa no mundo, no Brasil já vai ganhar escala industrial: a produção de álcool a partir do bagaço da cana. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) uniu-se à Dedini Indústrias de Base, e à Copersucar para construir uma destilaria capaz de produzir o combustível a partir do bagaço, um investimento de R$ 100 milhões. Uma operação-piloto produziu durante muitos anos 100 litros por dia do etanol, passando a escala semiindustrial, com 5 mil litros, a partir de 2002.
A tecnologia, chamada de DHR (Dedini Hidrólise Rápida) consumiu mais de R$ 50 milhões em pesquisas e será capaz praticamente de dobrar a produção de álcool, se todo o bagaço for destinado a esse tipo de produção.
A produção do etanol a partir do bagaço vem sendo pesquisada em todo o mundo, especialmente nos Estados Unidos, que as condições favoráveis do Brasil para a produção de biocombustíveis.
Com a consolidação do novo processo, um maior volume de bagaço de cana poderá ser destinado à produção de álcool, já que o fim da queima da cana no Estado de São Paulo deverá gerar mais palha, que poderá ser aproveitada na produção de energia.
A Dedini ainda não estruturou projeto de mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL) com base nas normas do Protocolo de Quioto, embora todos os seus processos envolvam produção sustentável.
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