Brasileiro ainda não descarta corretamente o lixo eletrônico

A lei que define a Política Nacional de Resíduos Sólidos foi sancionada em agosto deste ano e está em fase de regulamentação. Ela estabelece exigências rígidas para o recolhimento e reciclagem dos produtos eletrônicos, aumentando a responsabilidade dos fabricantes dos produtos no descarte. Atualmente, o usuário de eletrônicos brasileiro não está acostumado a fazer o devido descarte e nem existem empresas capacitadas a fazer o processamento dos metais dos aparelhos.

Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) demonstra que apenas 2,4% dos resíduos sólidos urbanos de qualquer natureza são reciclados. Em contrapartida, um levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU) estima que cada brasileiro gere 0,5 quilo de lixo eletrônico ao ano.

Até que a Política dos Resíduos Sólidos seja regulamentada, deve haver um trabalho de conscientização do usuário de tecnologia sobre a correta destinação do lixo eletrônico. Atualmente, algumas operadoras de telefonia e fabricantes de computadores estão promovendo programas de descarte de lixo eletrônico, mas ainda não se definiu como as empresas vão ajustar a coleta e reciclagem às novas regras.

No País ainda não existem fábricas que façam o processamento dos metais encontrados nos eletrônicos, como cobre, prata, ouro e paládio. Por isso as empresas brasileiras têm de fechar parcerias com grupos que fazem o processo no exterior.

Bites e Bytes

– O mercado de celulares de segunda mão está aquecido no País. Usuários que não queiram mais o modelo que têm ou buscam outras funcionalidades recorrem à compra de seminovos ou ainda ao escambo, em sites como o Fixnet (http://www.fixnettelecom.com.br) ou mesmo o Mercado Livre.

– A Apple deve anunciar o início da venda oficial do iPad no País. A expectativa é que o tablet comece a ser vendido pela rede varejista e lojas da Apple.

Fonte: Lívia Francez (Jornal Século Diário)

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