Como principal usuária de telefonia móvel da Europa, a Espanha, com 42 milhões de celulares ativos, encabeça um dos principais movimentos de reciclagem de aparelhos. A campanha "Tragamóvil" já conseguiu transformar 700 toneladas de resíduos de aparelhos, segundo balanço divulgado pelo site Consumer.
As Nações Unidas vão propor um acordo global para reciclagem do celular, em reunião no dia 27 de novembro em Nairobi. No Brasil, a tendência é de que o destino dos aparelhos descartados também seja regulamentada por lei.
Além de grandes consumidores, os espanhóis trocam em média de celular a cada 18 meses. Isso significa que, a cada ano, 20 milhões de telefones móveis são deixados de lado ou vão para o lixo.
De acordo com o levantamento, 80% dos telefones recolhidos funcionam corretamente e são enviados para projetos em países do terceiro mundo. O restante é levado para uma fábrica de reciclagem, onde 92% deles são reaproveitados em novos equipamentos.
Os fundos arrecadados com a revenda e reciclagem do material são destinados a projetos humanitários e de meio ambiente.
O problema do despejo do aparelho representa um risco para o meio ambiente. Isso porque o celular usa material plástico que demoram milhões de anos para deteriora-se, e metais tóxicos, como arsênico, cobre, níquel, zinco que se acumulam nos organismos vivos e podem provocar câncer. O perigo mais imediato do celular não é a radiação e sim a poluição.
O projeto "TragaMóvil" existe há seis anos, mas ganhou mais corpo com o auxílio da Comissão Européia, Ministério do Meio-Ambiente, fabricantes, operadoras e empresas de reciclagem, que são co-financiadoras.
Até mesmo a Cruz Vermelha espanhola aderiu ao movimento, em parceria com a Fundação Entreculturas, lançando o projeto Doe seu celular. Nesse contexto, os usuários podem depositar o celular usado em locais específicos, como universidades, centros comerciais, caixas de correios, hotéis, agências bancárias, entre outras.
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