Essa edição 2012 do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil constitui-se na 10ª publicação em
anos consecutivos e representa um importante marco para a ABRELPE.
Compostagem: uma alternativa inteligente para o lixo orgânico
Muita gente tem o desejo de contribuir para a preservação do meio ambiente mas não sabe nem o que fazer com o próprio lixo. Entre muitas maneiras de contribuir, uma delas é separar o lixo seco do molhado, ou seja, o orgânico do inorgânico.
Sistema de logística reversa: responsabilidade compartilhada sobre o ciclo de vida do produto
A Logística Reversa do Lixo Tecnológico: um estudo sobre o projeto de coleta de lâmpadas, pilhas e baterias da BRASKEM
Este artigo é fruto de um trabalho monográfico que teve como objetivo analisar a implantação da logística reversa do lixo tecnológico na gestão ambiental das empresas. Os temas ambientais vêm sendo difundidos por causa dos problemas causados pelo alto consumo e descarte de produtos tecnológicos, os quais liberam substâncias altamente poluentes na natureza colocando em risco os ecossistemas e a saúde humana. O estudo explora então os conceitos de lixo tecnológico – designando os resíduos oriundos do descarte de eletrodomésticos e aparelhos eletrônicos-; e de uma das possíveis soluções ao problema, a logística reversa – que busca reinserir os produtos na cadeia econômica visando diminuir o descarte e incentivar um consumo consciente. O método de pesquisa foi a abordagem qualitativa, com realização de uma pesquisa de campo na empresa Braskem, sobretudo da entrevista com a gestora especialista em Meio Ambiente. Foi confirmada a hipótese inicial de que as empresas possuem instrumentos e procedimentos para implantar a logística reversa do lixo tecnológico nos seus processos de gestão ambiental. Porém, essa implantação requer projetos específicos com alto custo e que, por isso, a logística reversa do lixo tecnológico ainda é incipiente nas empresas.
Tratamento dos Veículos em Final do Ciclo de Vida no Brasil: Desafios e Oportunidades
A logística reversa e o comércio eletrônico: desafios trazidos pela política nacional de resíduos sólidos
pós permanecer em trâmite no Congresso Nacional por mais de duas décadas, a Política Nacional de Recursos Sólidos (“PNRS”) foi enfim sancionada, tornando-se a Lei nº 12.305. Dentre todas as novidades trazidas pelo complexo e extenso texto do PNRS, há menção específica a novas obrigações que deverão alterar significativamente alguns setores da economia, até então pouco afetados pelas questões ambientais.
O exemplo mais importante talvez seja o das determinações relacionadas à logística reversa, instituto bastante difundido na legislação de diversos países e que, no Brasil, até então somente se mostrava presente na realidade dos fabricantes de agrotóxicos, pneus e pilhas e baterias. Conforme o PNRS, a logística reversa também deverá ser aplicada aos eletroeletrônicos e tal circunstância promete trazer ao setor implicações relevantes, sobretudo quando consideradas as operações de Comércio Eletrônico de tais produtos.
Logística Reversa de Equipamentos Eletroeletrônicos
Diagnóstico dos Resíduos com Logística Reversa no Brasil
O Plano Nacional de Resíduos Sólidos disponível no site do Ministério do Meio Ambiente (www.mma.gov.br) faz um diagnóstico da situação dos resíduos que de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos estão sujeitos à logística reversa, definida como o “instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado pelo conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada” (Lei 12.305/2010, artigo 3º, inciso XII). A logística reversa é oficializada através de um acordo setorial entre o poder público e os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, formalizando a responsabilidade compartilhada pelos ciclos de vida dos produtos.
RESÍDUOS SÓLIDOS E SUSTENTABILIDADE: O PAPEL DAS INSTALAÇÕES DE RECUPERAÇÃO
Esta dissertação tem como objetivo estudar os indicadores de sustentabilidade técnica, econômica, ambiental e social das instalações de recuperação de resíduos (IRR) operadas nas cidades do Rio de Janeiro (RJ), de Guarulhos (SP) e no Distrito Federal. Adotou-se como pressuposto que a sustentabilidade varia segundo o modelo de gestão dos resíduos, a opção tecnológica adotada, a capacidade técnica instalada, o grau de mecanização e infraestrutura das instalações, a qualificação dos operadores e os tipos de resíduos recebidos.
Lei Nacional de Saneamento Básico – Perspectivas para as Políticas e a Gestão dos Serviços Públicos – LIVRO 2
O Brasil vive um momento único para os Serviços Públicos de Saneamento Básico. O tema ganha, a cada dia, maior destaque pelo impacto que representa e por uma crescente preocu- pação com a qualidade de vida, a saúde e o ambiente. Ao mesmo tempo, o Programa de Ace- leração do Crescimento (PAC) responde por investimentos robustos, onde o foco principal é contribuir para universalizar o acesso ao Saneamento Básico e para o aperfeiçoamento dos instrumentos de gestão dos diversos agentes que atuam no setor.
Estamos, portanto, diante de importantes avanços e também desafios. A Universalização do Saneamento Básico foi assumida como um compromisso de toda a sociedade brasileira, conforme a Lei 11.445/2007, que ao mesmo tempo aponta para um importante esforço de reforma institucional que envolve governos, prestadores de serviço, indústria, agentes finan- ceiros e sociedade por meio de suas organizações e dos canais de participação.
Este esforço se manifesta na busca da prestação de um serviço de melhor qualidade, por meio da reorganização e do fortalecimento institucional das atividades de gestão – planeja- mento, regulação, fiscalização, prestação de serviços e controle social.
Outra importante iniciativa, também orientada pela Lei 11.445/2007, é a elaboração do Plano Nacional de Saneamento Básico – PLANSAB, eixo central da atuação do Governo Federal, responsável pela definição de programas, ações e estratégia de investimento.
Essas iniciativas constituem parte substancial da agenda do Governo Federal para a polí- tica de Saneamento Básico. Elas têm se dado na perspectiva do desenvolvimento de ações articuladas entre os órgãos que atuam no setor e no sentido de associar esforços de todos os entes da federação e demais agentes sociais e econômicos responsáveis pelo Saneamento Básico no País.
O Pacto pelo Saneamento Básico, documento aprovado pelo Conselho das Cidades em 03/12/2008 por meio da Resolução Recomendada no 62, busca a adesão e o compromisso de toda a sociedade em relação ao processo de elaboração do PLANSAB e visa estabelecer um ambiente de confiança e entendimento na construção dos caminhos para a universaliza- ção do acesso ao Saneamento Básico, com inclusão social, e o engajamento de todos para o alcance dos objetivos e metas do Plano.
A presente Coletânea “Lei Nacional de Saneamento Básico – perspectivas para as políticas e a gestão dos serviços públicos” tem o propósito de contribuir para o aperfeiçoamento das políticas, planos e ações do setor, considerando o advento da Lei 11.445/2007, o significado e o impacto de sua promulgação perante os serviços no Setor e sua interface e integração com diferentes políticas relacionadas ao desenvolvimento das cidades, à saúde e ao ambiente.
A Coletânea é composta por três livros e compreende artigos técnicos autorais e inéditos elaborados por pesquisadores e especialistas convidados pela Secretaria Nacional de Sane- amento Ambiental (SNSA), que desenvolvem uma ampla análise do atual ambiente sócio- político-institucional e o cenário futuro do Saneamento Básico.
Os temas dos artigos foram escolhidos tendo em vista representar o mais amplo leque de assuntos integrantes das políticas para o saneamento, envolvendo assuntos, objeto do regramento estabelecido pela nova legislação e elementos de outras políticas públicas e aspectos da gestão ambiental e das cidades, que se relacionam direta ou indiretamente com o Saneamento Básico.
A necessidade de reflexão acerca dos desafios e oportunidades para o aperfeiçoamento da gestão e da condução das políticas públicas para o Saneamento Básico, trazidos pelo novo ordenamento jurídico, justificou o desenvolvimento do estudo que deu origem a essa obra. O objetivo deste extenso trabalho é ajudar na compreensão e apreensão dos instrumentos jurídicos da Lei 11.445/2007, de forma a subsidiar profissionais, gestores, técnicos, especialistas e estudiosos do setor para uma visão global, sistêmica e atual frente o significativo e esperado impacto para a gestão e as políticas públicas do Saneamento Básico e de outros serviços públicos com os quais se relaciona.
Os autores dos artigos são pesquisadores e especialistas com notório conhecimento da área de concentração do tema para o qual foram convidados e em pleno exercício de ati- vidades acadêmicas e profissionais.
O estudo foi coordenado por uma Comissão Editorial, convidada pela Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, formada por pesquisadores, técnicos e especialistas, que deli- mitou os temas e apreciou a versão final dos artigos.
Agradecemos aos autores dos artigos e à Comissão Editorial que, numa valorosa contri- buição voluntária, participaram do esforço que foi produzir esta Coletânea.
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