Mais de 9.000 pedaços de destroços espaciais orbitam a Terra, um perigo que só tende a piorar nos próximos anos, de acordo com cientistas da Nasa. E não existe um método econômico e funcional de limpar a bagunça. Os pedaços de lixo espacial de 10 centímetros ou mais totalizam 5.000 toneladas, de acordo com relatório que será publicado na edição desta sexta-feira da revista Science.
Mesmo se todos os lançamentos ao espaço fossem interrompidos agora – e não serão – a coleção de destroços continuaria a aumentar, na medida em que objetos em órbita colidem uns com os outros e se quebram em fragmentos ainda menores, disse um dos autores do trabalho, J.C. Liou, em entrevista à agência Associated Press.
"Mas não queremos dizer que o céu esteja caindo", disse ele. "Só que é preciso entender os riscos".
A área mais lotada de fragmentos encontra-se entre 885 km e 1005 km de altitude, disse Liou, explicando que isso representa um risco menor para os vôos espaciais tripulados. A Estação Espacial Internacional orbita a 402 km, e o alcance do ônibus espacial não supera os 603 km. Mas o depósito de lixo orbital poderá representar um perigo para vôos comerciais e científicos.
Boa parte dos destroços são produto da explosão de satélites, principalmente estágios superiores deixados em órbita contendo combustível ou líquidos sob pressão.
Check Also
Câmara aprova projeto que prevê cashback em faturas de luz e água para quem reciclar resíduos
A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou em outubro o Projeto de …
Web-Resol Tudo sobre Limpeza Urbana e Resíduos Sólidos!