CIENTISTAS DESENVOLVEM EMBALAGEM COMESTÍVEL

As tradicionais embalagens de plástico sintético encontradas numa enorme variedade de produtos alimentícios, embora garantam a proteção desejada, causam sérios problemas ao meio ambiente por não serem biodegradáveis e também por ocuparem grandes espaços nos aterros sanitários.



Para minimizar esse problema, uma equipe da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas) composta pela professora Florencia Cecília Menegalli e pelas pós-graduandas Delia Rita Tapia Blácido e Eliane Colla desenvolveu um biofilme comestível a partir da farinha de amaranto, planta encontrada na América Latina e consumida no café da manhã principalmente pelos peruanos.



Trata-se de um produto barato, com elevada qualidade protéica e alta concentração de carboidratos. Com isso, além de desenvolver um material que não agride a natureza, os engenheiros de alimentos da UNICAMP também conseguiram uma embalagem que pode ser ingerida e que faz bem à saúde.



Os biofilmes à base de amaranto têm excelentes propriedades de barreira à umidade e à migração de solutos importantes para a conservação dos alimentos. Além disso, podem até aumentar a vida útil do produto na prateleira, pois com a barreira há perda de umidade e a possibilidade de incorporar agentes antimicrobianos na própria embalagem.

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