Coleta seletiva para municípios de pequeno porte no vale do Paraíba so Sul Paulista

O objetivo geral do trabalho é estudar a possibilidade de implantação de coleta seletiva e reciclagem de forma
multimunicipal no Vale do Paraíba do Sul Paulista, tendo ainda como objetivos específicos: identificar problemas na
implantação destes programas; fazer propostas para viabilizar a implantação dos programas; propor soluções integradas
para resolução dos problemas da disposição final inadequada dos resíduos sólidos dos pequenos municípios e minimizar
os resíduos destinados aos lixões e valas.
Os métodos e técnicas utilizados para a elaboração deste trabalho foram:
a) Consulta a fontes tradicionais de pesquisa para obtenção de textos, dados e mapas.
b) Elaboração de um primeiro questionário, dirigido aos 34 municípios que compõem o Vale do Paraíba do Sul
Paulista, buscando informações sobre a caracterização dos mesmos.
c) Seleção do grupo de cidades, de acordo com características específicas.
d) Elaboração de um segundo questionário mais abrangente para as cidades selecionadas.
No trabalho consideramos a divisão político-administrativa da região do Vale do Paraíba do Sul, concentrando-se
no trecho paulista do Rio Paraíba do Sul, que compreende 34 municípios com uma população urbana total de 1.474.185
habitantes e uma área de 14.396 km2 de território. Os sete municípios selecionados como foco do estudo foram
escolhidos considerando-se nove variáveis.
A aplicação de programas de coleta seletiva e reciclagem para estes pequenos municípios deve considerar as
dificuldades inerentes a estas comunidades que quase sempre não possuem pessoal em número e nem contam com corpo
técnico suficiente para cuidar dos problemas que o movimento pela coleta e reciclagem gera nas suas atividades
rotineiras. Via de regra, as pessoas e os departamentos encarregados pelos serviços de limpeza urbana são responsáveis
também por manter outros serviços como sistema de água e esgoto, veículos da frota, conservação de ruas e assim por
diante. A união de esforços traz o ganho de escala, com a vantagem de se poder dividir os custos entre os participantes e
ganhar maior representatividade na eventualidade de se pleitear financiamentos.
Sugerimos a criação de um consórcio entre os municípios escolhidos, não apenas para implantar programas de
coleta seletiva e reciclagem, mas para um gerenciamento integrado dos resíduos sólidos.

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