Computador feito com papel reciclado

Com a evolução tecnológica, os objetos se tornam obsoletos da noite para o dia e toneladas de equipamentos acabam no lixo poucos meses após sua fabricação.

Câmeras fotográficas, celulares e até computadores são substituído sem que seus materiais eletrônicos, geralmente carregados de substâncias tóxicas, sejam descartados corretamente. Todos esses equipamentos acabam no lixo comum e causam graves danos ao meio ambiente.

Pensando nisso, o designer Je Sung Park projetou um notebook feito com papel reciclado que pode ter sua estrutura substituída sem comprometer o resto do equipamento e reduz as agressões ambientais comuns nesse tipo de descarte.
Muitas camadas de papel reciclado são prensadas até formar uma estrutura rígida e resistente. Com o monobloco pronto, as peças e dispositivos eletrônicos são inseridos na estrutura, formando um computador tão eficiente quanto um fabricado com materiais mais agressivos, como o plástico e os metais.

Assim, quando o usuário precisar substituir alguma peça, ele poderá trocar a estrutura por uma nova e montar novamente a parte eletrônica. O case poderá ser reciclado e virar um novo produto.

O projeto, claro, ainda não está pronto e precisa ser desenvolvido um pouco mais para se tornar viável. Mas o dono da ideia tem planos de colocá-lo em prática nos próximos dez anos e dar início a uma era de computadores menos agressivos ao meio ambiente e mais práticos e acessíveis para os usuários.

“Até agora, os computadores têm sido um símbolo de tecnologia. Mas nós precisamos de computadores mais avançados, que sejam mais fáceis de usar a qualquer hora e em qualquer lugar e que tragam soluções ambientais”, diz.

fonte: EcoDesenvolvimento

Check Also

Nepal começou a encher ruas com toneladas de resíduos plásticos com um objetivo: tornar-se mais sustentável

Com mais de 400 milhões de toneladas de plástico produzidas por ano — grande parte em embalagens descartáveis difíceis de reciclar — o Nepal encontrou uma solução surpreendente: transformar esse resíduo em asfalto. O plástico não é simplesmente espalhado pelas ruas, mas incorporado à estrutura do pavimento, e alguns especialistas afirmam que o resultado é até superior ao asfalto convencional. A ideia, já testada em países da Ásia, Europa, África e Américas, ganha força como alternativa sustentável para dois problemas globais ao mesmo tempo.