O consumo sempre crescente de produtos juntamente com a falta de incentivo à redução, reutilização e reciclagem, e à escassez de área para disposição dos rejeitos propiciam o aumento descontrolado de resíduos sólidos presentes no meio ambiente. Os resíduos poliméricos, pós-consumo – embalagens plásticas – se destacam nos resíduos sólidos domiciliares (RSD), por apresentarem crescimento de participação no lixo urbano e possuírem características como: degradação lenta e volumetria elevada, o que compromete a vida útil dos aterros sanitários, e, ainda, terem potencial econômico para reutilização e reciclagem. Este trabalho tem por objetivo realizar uma caracterização física, mássica e volumétrica, dos resíduos poliméricos, no município de São Carlos, SP, complementado por estudo dos grupos de polímeros termoplásticos. O método adotado para caracterização física foi por amostragem, na coleta convencional, e pela massa total coletada, na coleta seletiva. Na coleta convencional, o número de amostragem compreendeu todos os setores, sendo a massa da amostra obtida por quarteamento. Foi feita uma caracterização no inverno e outra no verão. Destacam-se, nos resultados, o percentual de resíduos poliméricos, em massa, de 10,47%, composto por PET (35,96%), PEAD (26,42%), PP (16,25%), PS (7,96%), Outros (7,85%), PVC (3,76%), PEBD (1,79%), na coleta convencional, e na coleta seletiva, de 20,60%, composto por PET (50,64%), PEAD (24,03%), PP (13,76%), PS (6,96%), Outros (1,79%), PEBD (1,70%), PVC (1,12%). Os índices percentuais volumétricos foram de 27,20%, na coleta convencional e de 56,56% na coleta seletiva. Observou-se que o percentual de resíduos poliméricos destinados ao aterro sanitário ainda é elevado, considerando a existência de coleta seletiva, e que a resina de PET teve o maior índice de participação, superando o PEAD, tradicionalmente a de maior descarte nos resíduos sólidos domiciliares
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