e-Waste: o que fazer com o lixo tecnológico?

Uma empresa que invista hoje em equipamentos de última geração para seu centro de processamento de dados (data center) não está livre de, daqui a dois ou três anos, perceber que terá de lidar com o e-waste, que é o lixo tecnológico composto por equipamentos que ficaram obsoletos.

Nos Estados Unidos, a Agência de Proteção do Meio Ambiente (Environmental Protection Agency) destaca a produção anual de quatro milhões de toneladas de lixo eletrônico – muitas partes, inclusive, são tóxicas. Diante de tamanho desperdício e risco, muitos questionam se tudo é assim tão descartável.

Na opinião do consultor e diretor de tecnologia da Online Brasil, Adriano Filadoro, os novos projetos de infraestrutura de TI consideram a reutilização dos equipamentos que ainda podem receber um upgrade ou que, ao integrar um projeto de virtualização, passam a ser mais bem utilizados em sua capacidade.

“É comum haver uma percepção errônea em relação ao parque tecnológico disponível nas empresas. Acreditar que um projeto será mais eficiente se os investimentos recaírem sobre equipamentos novos é um conceito equivocado. Como geralmente essa é a parte que exige investimentos mais altos, cabe à empresa responsável pelo projeto oferecer um modelo que esteja não somente dentro do orçamento do cliente, mas que corresponda às suas reais necessidades também”, diz Filadoro.

Por outro lado, o consultor diz que empresas que são obrigadas a atualizar frequentemente seu parque tecnológico, em função do segmento de atuação, costumam negociar o descarte com empresas terceirizadas que atuam na reciclagem de equipamentos eletrônicos. “No Brasil, esse tipo de especialização ainda é embrionário. A exemplo do descarte de pilhas, por exemplo, há que se estabelecer normas mais claras que permitam a esse tipo de serviço ser utilizado com sucesso e responsabilidade – a fim de que a memória desses equipamentos obsoletos não seja motivo de operações fraudulentas”.

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