Em Manaus, empresa compra lixo eletrônico para reciclar

MANAUS – Com o surgimento de novos aparelhos eletrônicos e novas tecnologias, os equipamentos antigos são descartados. O lixo eletrônico possui componentes tóxicos que podem contaminar o solo e a água, causando danos à saúde humana.
No Amazonas, já há empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) que trabalham com a reciclagem de lixo eletrônico. Inicialmente os componentes são separados. As peças são pesadas e trituradas. Após triturados, os componentes são embalados e exportados para uma empresa purificadora no Canadá.
De acordo com a coordenadora geral da Lorene Amazonas, Terezinha Costa, placas eletrônicas que estão dentro dos periféricos, como monitores, CPUs, impressoras, monitores e fax são os principais componentes reciclados pela empresa.
Quem possui equipamentos eletrônicos em casa também contribuir com a destinação correta dos aparelhos. A atividade ainda gera rendimento extra. A empresa recebe desde toneladas de componentes do PIM a peças de pessoas físicas. “Não é preciso se preocupar em sair de casa para entregar a peça. Temos uma equipe que vai até a residência do cliente, avalia traz o material até a nossa sede. “Ainda temos dificuldades em manter contato com as empresas presentes no Pólo Industrial, mas já firmamos parcerias com sucateiros”, ressaltou Terezinha.

Prejuízos a saúde
Dentre os componentes encontrados em placas estão elementos químicos, como o chumbo, prejudicial ao cérebro, sistema nervoso, rins, sangue, sistema digestivo e reprodutor; cádimio que é um agente cancerígeno e acumula-se nos rins, fígado e ossos; níquel que causa irritação nos pulmões, bronquite crônica, reações alérgicas, ataques asmáticos, problemas no fígado e também no sangue; o mercúrio que age nocivamente no fígado e causa distúrbios neurológicos e o zinco que pode causar efeitos mais rápidos como febres, dor na garganta e vômitos.

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