Publicado em 01 de Junho de 2012.
Um estudo desenvolvido pela Agência Ambiental do Reino Unido, em 2005, e revisto no ano passado pela Universidade Politécnica da Catalunha, Espanha, explica que não há grandes diferenças entre o impacto ambiental das fraldas descartáveis e das reutilizáveis.
O estudo polémico diz que, no caso das fraldas descartáveis, as fases que têm maior impacto associado são os dois extremos do seu ciclo de vida: a obtenção das matérias-primas e a eliminação. Os resíduos gerados pelas fraldas descartáveis representam 0,4% do total dos resíduos sólidos e são compatíveis com os sistemas de tratamento e resíduos actuais.
Já as fraldas reutilizáveis, que apresentam menor quantidade de resíduos, têm um maior impacto durante toda a sua fase de utilização, devido à quantidade de energia, água e detergente que é necessária para a lavagem e, eventualmente, secagem.
Assim, o estudo diz que não existe um tipo de fralda superior ao outro. Entre os impactos associados ao uso de cada tipo de fralda nas categorias de impacto ambiental normalmente consideradas mais relevantes, algumas categorias favorecem o uso de um tipo de fralda, e outras categorias o outro, revela o estudo.
E continua: Os resultados de impacto ambiental associados ao uso de fraldas reutilizáveis dependem muito das características e dos hábitos dos utilizadores deste tipo de fralda (lavagem e secagem).
Finalmente, o relatório considera que o impacto ambiental associado [às fraldas reutilizáveis] é semelhante ao provocado pelo uso de fraldas descartáveis no cenário mais favorável ao uso de fraldas reutilizáveis (as diferenças são menores do que os erros inerentes aos modelos e à fiabilidade da informação utilizada).
Ainda assim, o relatório admite que falta um estudo estatisticamente representativo sobre as características e os hábitos de uso de fraldas reutilizáveis.
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