Fabricantes investem em celulares "ecológicos"

É melhor salvar a Terra ou economizar dinheiro? Conforme a economia mundial se aprofunda cada vez mais na crise, mais usuários de celular podem ter que enfrentar esta escolha.

Até agora, poucos aparelhos ditos ecológicos foram disponibilizados, por isso os consumidores puderam evitar a questão. Mas isso está mudando lentamente, conforme os fabricantes investem em formas para apelar a um segmento crescente de consumidores que querem reduzir seu impacto ambiental.

No Congresso Mundial de Mobile em Barcelona, Espanha, diversos fabricantes de celulares aproveitam a oportunidade para atrair o interesse dos consumidores a seus produtos "verdes".

Analistas dizem que a Nokia, fabricante de mais de um entre cada três celulares vendidos no ano passado, provavelmente terá que atuar como líder na produção de aparelhos ecológicos antes que o produto se torne massivo.

Mas a Nokia, baseada na Finlândia, não irá lançar nenhum aparelho "verde" esta semana e sim promoverá o esforço de incluir medidas ecológicas em tantos de seus aparelhos existentes quanto puder.

A Motorola apresentará o MOTO W233 Renew, que foi lançado este mês nos Estados Unidos. O W233 é feito com plástico reciclado de garrafas de água e ele próprio pode ser completamente reaproveitado. O telefone custa US$9.99 com um contrato de dois anos e pode ser adquirido pela operadora T-Mobile. O telefone vem em um pacote 100% reciclado e inclui envelopes pré-pagos para que os compradores enviem seus aparelhos antigos para a reciclagem.

Além disso, a Motorola irá pagar pela neutralização das emissões de carbono da fabricação e distribuição do W233, bem como irá reciclar o produto no final de sua vida útil. A neutralização também cobrirá os dois primeiros anos de uso. A Motorola afirma que o W233 é o primeiro celular neutro.

"As pessoas não irão ligar para os celulares ecológicos até que os produtos custem menos do que os normais", disse Tom Byrd, analista do setor. "É bom que os fabricantes falem a respeito disso, porque irá aumentar a demanda e mais para frente isso diminuirá o preço".

Fonte: Eric Sylvers (The New York Times)

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