GESTÃO DO PROCESSO DE DESTINAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS DE AGROTÓXICOS NA ARDEFA

A gestão de resíduos é hoje uma questão bastante atrativa a ser analisada entre especialistas da área de meio ambiente e as embalagens de agrotóxicos
são um dos tipos de resíduos que mais causam preocupação. O principal motivo para a destinação final correta para as embalagens vazias dos
agrotóxicos é diminuir o risco para a saúde das pessoas e de contaminação do meio ambiente. Há poucos anos atrás, não era realizado nenhum tipo de
fiscalização e controle sob a destinação dessas embalagens. Porém, após a instauração da Lei 9.974/00 que disciplina o recolhimento e destinação final das embalagens dos produtos fitossanitários, diversos segmentos da sociedade se envolveram através de um programa para o destino adequado
das embalagens vazias de agrotóxicos. Essa lei dividiu as responsabilidades entre todos os agentes atuantes na produção agrícola do Brasil, ou seja,
agricultores, canais de distribuição, indústria e poder público. No Estado do Paraná, os produtores rurais têm à sua disposição uma ampla rede de
unidades de recebimento de embalagens vazias, formada por 14 centrais de destinação, sendo a Ardefa a maior delas em volume de recebimento. A Ardefa representa as empresas associadas em suas responsabilidades em dar destinação final às embalagens vazias de agroquímicos devolvidas pelos produtores. De janeiro a julho de 2010, a Ardefa recebeu 14% das embalagens
de agrotóxicos encaminhadas à rede de recebimento do Paraná, o que totaliza
320 mil quilos de embalagens processadas. Sendo assim, iniciativas que se responsabilizem com essa destinação são muito válidas como forma de
atender às responsabilidades sociais e ambientais. Além disso, esse tipo de atividade só tem resultados se houver um comprometimento por parte de todos os agentes atuantes na produção agrícola do Brasil, ou seja, agricultores,
canais de distribuição, indústria e poder público.

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