Os dormentes — parte lateral das estradas de ferro normalmente feitos de madeira ou concreto — poderão ter como matéria prima plástico descartado, incluindo computadores velhos, com instalação prevista nas ferrovias do Reino Unido em breve. A companhia britânica Micron, que faz os dormentes a partir de poliestireno e polietileno, já entrou em contato com a Network Rail, operadora das ferrovias no Reino Unido, para tentar uma parceria.
O poliestireno é geralmente utilizado em copos de café descartáveis, e o polietileno na forma de sacolas plásticas. A longevidade destes plásticos significa que os dormentes feitos a partir deles podem potencialmente durar por séculos — enquanto os atuais, feitos de madeira ou concreto, duram apenas algumas décadas.
Além da menor duração, os dormentes de concreto são muito pesados e se quebram facilmente, enquanto os feitos de madeira requerem muita manutenção e tratamentos químicos para prevenir o apodrecimento. Testes demonstraram que os dormentes de plástico são pelo menos tão fortes quanto os de concreto.
Com os custos de manutenção da ferrovia e dos sistemas subterrâneos menores, os equipamentos feitos de plástico oferecem uma alternativa válida. E eles ainda poderiam ajudar a Network Rail a alcançar seu objetivo de ter 23% de material reciclado até 2012.
O metrô de Londres considerou o uso de dormentes de plástico no passado, mas com as tecnologias antigas, a segurança era um problema. Hoje isso já foi superado, com o benefício de um sistema anti-fogo high-tech criado para proteger caixas de munição do exército dos EUA.
Os dormentes de plástico já foram testados e aprovados na Índia, onde a Micron tem uma fábrica em produção. Duas fábricas nos EUA capazes de produzir mais de 20 mil peças por mês também já fizeram um acordo com a empresa.
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