Lixo naval

Vários portos brasileiros se tornaram depósitos de lixo naval. De ponta a ponta do país são milhares de embarcações apodrecendo e poluindo, geralmente próximas a já saturados centros urbanos. Ao menos na Baía de Guanabara (RJ) já se tem uma idéia do tamanho do problema. O governo de lá e a Capitania dos Portos encontraram no local 50 barcos de grande, médio e pequeno portes. Promete dor de cabeça maior um graneleiro de 80 metros de comprimento, 15 metros de altura e peso estimado em 600 toneladas. Ele pode ter dez mil litros de combustível. Parcerias privadas devem ser buscadas para a retirada dos entulhos.

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Com mais de 400 milhões de toneladas de plástico produzidas por ano — grande parte em embalagens descartáveis difíceis de reciclar — o Nepal encontrou uma solução surpreendente: transformar esse resíduo em asfalto. O plástico não é simplesmente espalhado pelas ruas, mas incorporado à estrutura do pavimento, e alguns especialistas afirmam que o resultado é até superior ao asfalto convencional. A ideia, já testada em países da Ásia, Europa, África e Américas, ganha força como alternativa sustentável para dois problemas globais ao mesmo tempo.