Utilitários, objetos decorativos ou papéis artesanais. Tudo isso pode ser feito a partir de resíduos orgânicos descartados no lixo, como fibras do tronco da bananeira, bagaço da cana-de-açúcar, cascas resultantes do beneficiamento dos grãos de café e até as folhas que caem naturalmente de árvores.
Seguindo esse caminho, designers e artesãos do espaço Núcleo Arte e Papel, em São Paulo, desenvolveram criativas peças que combinam materiais como alumínio, vidro e fibras vegetais. Alguns exemplos são as luminárias com base de alumínio reciclado e cúpula de papel artesanal feito de fibra de bananeira. Há também cestas e cachepôs trançados com fibras de coco e samambaia e bandejas feitas de casca de café. Até os quadros expostos na loja foram pintados sobre papel reciclado.
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Com mais de 400 milhões de toneladas de plástico produzidas por ano — grande parte em embalagens descartáveis difíceis de reciclar — o Nepal encontrou uma solução surpreendente: transformar esse resíduo em asfalto. O plástico não é simplesmente espalhado pelas ruas, mas incorporado à estrutura do pavimento, e alguns especialistas afirmam que o resultado é até superior ao asfalto convencional. A ideia, já testada em países da Ásia, Europa, África e Américas, ganha força como alternativa sustentável para dois problemas globais ao mesmo tempo.
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