Lixo real x Lixo virtual o novo dilema ambiental

Lixo real x Lixo virtual o novo dilema ambiental, meu título é bem pretencioso agora relendo parece até um título de trabalho acadêmico, mas a discussão que levo é realmente séria.
Hoje do ponto de vista prático todos temos em mente que qualquer atitude para reduzir o consumo de papel pode ser uma boa iniciativa ambiental. Economizamos toner, tintas e o próprio papel em si.

Porem ao ler alguns artigos mudei de idéia. Uma das principais coisas que me fazem pensar assim é que os comerciantes de leitores de ebooks usam o artifício de dizer que utilizar um destes produtos é muito melhor para natureza do que imprimir em papel. Porém a análise de durabilidade de um destes produtos indica que ele não é tão verde assim… Amigos o papel impresso pode durar séculos os leitores de ebook não. Simplista essa afirmação?
Bom a primeira coisa que temos de pensar é que estes aparelhos utilizam energia para seu funcionamento e este consumo é permanente e causa seus danos, o segundo é que o descarte de aparelhos de tecnologia tem abastecido cadeias com fluxos de resíduos tóxicos. O descarte inadequado de uma bateria pode causar danos muito grandes.
Vamos pensar mais além, para a produção do aparelho em si ou mesmo de computadores exige em extração, refino de dezenas de minerais e metais, ouro, prata e paládio. Isso sem falar dos plásticos e hidrocarbonetos.

Minha tese é de que a produção massificada de leitores de ebooks é muito mais destrutiva do que a de papéis, até porque, vai acontecer com eles o que acontece com todos os outros tipos de eletronicos. A indústria lançará novas versões a cada dia, tornando os modelos antigos obsoletos rapidamente e os novos livros virtuais lançados incompatíveis com hardwares antigos…. Alguém duvida que será assim?

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