Lixo urbano no Brasil

Durante a Idade Média, a expressão ‘meio-fio’ surgiu com a evolução no descarte de lixo, em que antes era simplesmente jogado no meio da rua, onde havia uma vala para que a água da chuva o removesse para as regiões mais baixas da cidades. Era a única forma de fazer com que o cheiro ficasse distante de toda a população até o surgimento da coleta manual do lixo, o denominado ‘fio’ central das ruas acabou dividindo-se em dois ‘meios-fios’ junto as casas. Há quem não acredite nesta história que é verdadeiramente duvidosa, mas mostra muito bem a preocupação antiga com o lixo, o qual conta com uma grande literatura com assuntos relacionados a técnicas e métodos de tratamento. Mas o que é lixo? Tecnicamente, lixo é todo e qualquer resíduo decorrente da atividade humana, que possui descarte com ou sem tratamento, podendo assim ser resíduos gasoso, sólidos ou líquidos, mas apenas os sólidos vem sendo muito bem abordado. O lixo não tratado, aquele que é simplesmente depositado em lixões conta com um grande potencial de contaminação do solo, do ar e da água, sobretudo, os lixos de origem hospitalar ou industrial, desta forma, tais instalações vem sofrendo restrições e condicionantes para o licenciamento ambiental.

Hoje em dia, os modernos métodos de tratamento do lixo em aterros sanitários diminuem os efeitos nocivos a partir de processos de incineração, esterilização e desinfecção, enquanto se desenvolve novas tecnologias e técnicas para encontrar uma exploração rentável com a transformação da fração orgânica, da reciclagem industrial e de seu aproveitamento energético, ou seja, dos biogases. Em relação à natureza, os resíduos sólidos são divididos em dois grandes grupos, os denominados de biodegradáveis e os que não se decompõem biologicamente, sendo que os degradáveis possuem uma vantagem, afetam menos os processos de destinação sanitária, no entanto, devido ao seu efeito acumulativo proporcionam transtornos em seu acondicionamento e diminuem a vida útil dos aterros. Desta forma, se faz importante a coleta seletiva nas residências, pois facilita a reciclagem, diminuindo assim o seu acúmulo e polução, além de gerar uma renda com tal procedimento.

Porém, o lixo que biodegradável apresenta maior potencial de aproveitamento já que é produzido em maior volume, sobretudo, os orgânicos do lixo doméstico, os quais nas grandes cidades se assemelham na escala de processamento industrial sustentável. O lixo orgânico tem como agente fungos e bactérias, microorganismos que realizam sua alimentação através de animais e plantas em decomposição, o que resulta na presença do oxigênio ou de um líquido malcheiroso e negro conhecido como ‘chorume’, o qual é um grande poluidor de solos e das águas quando não tratado. No Brasil, o chorume é neutralizado parcialmente e tratado previamente, onde se sobrecarrega as estações de tratamento de esgoto, local em que é descartado geralmente. Assim, procure fazer a sua parte, e participe da coleta de lixo, ou seja, separe corretamente o lixo, o planeta agradece!

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