Lixo vira biogás em aterro

Gás proveniente do lixo é transformado em combustível gerador de energia. Essa é a ideia do projeto piloto desenvolvido pela Companhia de Gás do Estado (Sulgás), em parceira com a SIL Soluções Ambientais e o Departamento Municipal de Limpeza Urbana de Porto Alegre (DMLU). Esta semana, um termo de cooperação foi firmado para a implantação de um sistema de purificação do biogás no aterro sanitário de Minas do Leão, a partir do qual se espera atingir uma composição química semelhante à do gás natural.

O biogás é uma mistura gasosa de dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4) produzida naturalmente em meio anaeróbico pela ação de bactérias em matérias orgânicas. Em sua composição química, 50% é metano, principal componente do gás natural.

Para o diretor-presidente da Sulgás, Roberto Tejadas, a vantagem fundamental será a produção de energia com o material que era desperdiçado. Com a extração e purificação do biogás para uso energético, Tejadas projeta um novo movimento favorável na economia gaúcha, além dos benefícios ambientais.

A destinação, segundo o diretor da Sulgás, será a mesma do atual consumo do gás natural: geração térmica, indústria e combustível veicular. Tejadas explica que experimentos apontam para um resultado de pureza do biogás muito próximo ou "quase idêntico" ao gás natural. A purificação, que começa a ser implantada ainda em março, será avaliada em baterias de testes.

Conforme Tejadas, no segundo semestre deste ano a empresa já terá produzido um estudo sobre a viabilidade da produção em escala comercial do biogás. O aterro sanitário de Minas do Leão é o maior destino do descarte de resíduos sólidos gerados no Estado. Ele recebe 80 mil toneladas de resíduos ao mês, provenientes de 140 municípios gaúchos, sendo a maior parte de Porto Alegre e região Metropolitana.

Conforme o gerente comercial da SIL, Antônio Saldanha Nunes, o aterro possui mais 23 anos de vida útil. A empresa administra o empreendimento desde 2001. A possibilidade de larga produção do biogás, segundo o vice-presidente da SIL, Fernando Hartmann, é bastante promissora, com capacidade máxima de 4,5 mil metros cúbicos por hora. Para os testes, serão coletados 720 metros cúbicos por dia.(Correio do Povo em 9.03.2011)

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