Visconde de Mauá, no interior do Rio de Janeiro, é prodigiosa em águas: há rios e cachoeiras por todo lado. Onde há muita água há muita gente, e onde há muita gente há muito lixo. A principal vítima é o rio Preto, que corta as vilas da região. Mas, desde que o Centro de Estudos da Microbacia do Rio Preto entrou em ação, as pessoas estão ficando mais ligadas. “Nosso trabalho é mudar a cultura de jogar no rio o que não se quer mais”, diz Norma Bühler, criadora da ONG. O exemplo começa em casa, ou melhor, no hotel da família. Com a reciclagem e o uso de decomposteiras, todo lixo produzido ali ganha destino inteligente. Os orgânicos vão para uma decomposteira e depois alimentam a horta. O lixo seco é doado a uma instituição de assistência. A água vai para um grande lago, onde carpas e aguapés promovem a limpeza natural. Outros hotéis gostaram da idéia e o conhecimento está sendo partilhado.
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Com mais de 400 milhões de toneladas de plástico produzidas por ano — grande parte em embalagens descartáveis difíceis de reciclar — o Nepal encontrou uma solução surpreendente: transformar esse resíduo em asfalto. O plástico não é simplesmente espalhado pelas ruas, mas incorporado à estrutura do pavimento, e alguns especialistas afirmam que o resultado é até superior ao asfalto convencional. A ideia, já testada em países da Ásia, Europa, África e Américas, ganha força como alternativa sustentável para dois problemas globais ao mesmo tempo.
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