Mandioca de agricultura familiar vira bioplástico

De olho na escassez do petróleo, a Biomater decidiu inovar ao produzir plástico – um derivado do óleo – a partir de três cultivos tipicamente americanos: batata, mandioca e milho.

A vantagem é a criação de um bioplástico com baixas chances de intoxicar a terra – pois é biodegradável – e de aumentar o efeito estufa – já que o crescimento das plantas absorve carbono da atmosfera.

O principal foco da empresa é a mandioca oriunda da agricultura familiar. A cana-de-açúcar é outra cultura utilizada.

Localizada em São Carlos, no interior paulista, a Biomater pretende faturar R$ 1,5 milhão neste ano, diz João Carlos Godoy Moreira, 44, um dos sócios.

O desafio agora é criar uma fábrica própria e contar com incentivo à indústria de compostagem – que estimula a destinação correta do bioplástico, transformando-o em adubo ou em energia de biogás.

Fonte: Agrolink (Colaboração para a Folha)

Check Also

Nepal começou a encher ruas com toneladas de resíduos plásticos com um objetivo: tornar-se mais sustentável

Com mais de 400 milhões de toneladas de plástico produzidas por ano — grande parte em embalagens descartáveis difíceis de reciclar — o Nepal encontrou uma solução surpreendente: transformar esse resíduo em asfalto. O plástico não é simplesmente espalhado pelas ruas, mas incorporado à estrutura do pavimento, e alguns especialistas afirmam que o resultado é até superior ao asfalto convencional. A ideia, já testada em países da Ásia, Europa, África e Américas, ganha força como alternativa sustentável para dois problemas globais ao mesmo tempo.