MODELO DE GERENCIAMENTO INTEGRADO DE RESÍDUOS SÓLIDOS COMO TÉCNICA PARA MINIMIZAR OS IMPACTOS AMBIENTAIS CAUSADOS PELO DESPEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS EM LIXÕES DE COMUNIDADES URBANAS (ESTUDO DE CASO)

Um dos grandes desafios das autoridades públicas é o realizar o correto gerenciamento ambiental dos resíduos
urbanos gerados em cada domicílio brasileiro e pelas indústrias, sendo conseqüência de problemas sócioeconômicos ocasionados pelo crescimento desordenado das cidades. Atualmente, cada habitante brasileiro
gera, em média, 0,5 a 1 kg de resíduos sólidos por dia, o que perfaz a quantidade de 182 a 365 kg por ano.
Neste contexto, uma família de 5 pessoas que reside nos centros urbanos produz de 910 a 1825 kg por ano (7)
.
A Prefeitura do Estado do Rio de Janeiro utiliza o aterro sanitário de Gramacho como principal depósito dos
resíduos sólidos provenientes da área metropolitana de maior concentração populacional do país, com
aproximadamente 7,5 milhões de habitantes. A maior parte desses ainda é disposta no solo, sem nenhum
controle ou cuidado, provocando então sérias conseqüências para o ecossistema e para a saúde humana (6)
.
Sendo assim, o presente trabalho visa avaliar o índice do impacto ambiental causado pela disposição do lixo
utilizando a metodologia de Listagem de Controle e propor um modelo de Gerenciamento Integrado de
Resíduos Sólidos como uma forma de assegurar um sistema de coleta e transporte adequados e um destino
final ambientalmente correto.
Os resultados demonstraram o valor de índice de impacto ambiental igual a –4,37, evidenciando a gravidade
dos problemas causados e a necessidade da adoção de medidas normativas, de planejamento, financeiras e
operacionais que os orgãos públicos devem desenvolver para tratar o lixo, desde a sua geração até a
destinação final, utilizando tecnologias mais compatíveis com a realidade local.

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