No Brasil, a recolha dos resíduos fica a cargo da Infraero, que possui pouquíssimas ações voltadas para o tema. Desde 2004, a empresa conta com os Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), que procuram dotar as instalações das tecnologias dispon

Do que é constituído o lixo: O lixo domiciliar vem das residências, constituído por restos de alimentos (tais como, cascas de frutas, verduras etc.), produtos deteriorados, jornais e revistas, garrafas, embalagens em geral, papel higiênico e fraldas descartáveis. O lixo comercial é originado dos diversos estabelecimentos comerciais e de serviços, tais como, supermercados, estabelecimentos bancários, lojas, bares, restaurantes. O lixo público são aqueles originados dos serviços: de limpeza pública urbana, incluindo todos os resíduos de varrição das vias públicas, limpeza de praias, de galerias, de córregos e de terrenos, restos de podas de árvores etc…O lixo de serviços de saúde e hospitalar se constitui dos resíduos sépticos, ou seja, que contêm ou potencialmente podem conter germes patogênicos. São agulhas, seringas, gazes, bandagens, algodões, órgãos e tecidos removidos, meios de culturas e animais usados em testes, sangue coagulado, luvas descartáveis, remédios com prazos de validade vencidos, instrumentos de resina sintética, filmes fotográficos de raios X e etc.. O lixo municipal vem dos portos, aeroportos, terminais rodoviários e ferroviários constituem os resíduos sépticos, provenientes de outras cidades, estados e países.. O lixo industrial é originado nas atividades dos diversos ramos da indústria, tais como, metalúrgica, química, petroquímica, papeleira, alimentícia, etc.. . O lixo agrícola são resíduos sólidos das atividades agrícolas e da pecuária, como embalagens de adubos, defensivos agrícolas, ração, restos de colheita, etc.. O entulho são resíduos da construção civil: demolições e restos de obras, solos de escavações, etc…Todo esse lixo gerado tem um destino, ou seja: 76% do lixo coletado no país fica a céu aberto, ou seja, 182400 toneladas que é coletado por dia. O restante vai para aterros (controlados, 13%; ou sanitários, 10%), usinas de compostagem (0,9%), incineradores (0,1%) e uma insignificante parte é recuperada em centrais de reciclagem. O motivo disso é que reciclar é quinze vezes mais caro que jogar lixo em aterros, cada cinqüenta quilos de papel usado, transformado em papel novo, evita que uma árvore seja cortada. Cada cinqüenta quilos de alumínio usado e reciclado, evita que sejam extraídos do solo cerca de cinco mil quilos de minério, a bauxita. Com um quilo de vidro quebrado, faz-se exatamente um quilo de vidro novo. E a grande vantagem do vidro é que ele pode ser reciclado infinitas vezes. O melhor caminho para o lixo é a compostagem e a reciclagem, pois o lixo já utilizado e pode ser reutilizado diversas vezes, como é o caso do papel, papelão, metais, vidros, plásticos, borracha e materiais orgânicos. Para ajudar a diminuir o lixo o primeiro passo e a medida mais racional, que traduz a essência da luta contra o desperdício. Sempre que for possível, é melhor reduzir o consumo de materiais, energia e água, a fim de produzir o mínimo de resíduos e economizar energia. Reutilizar os bens de consumo, aumentando sua durabilidade e reparabilidade ou dando-lhes nova personalidade ou uso, muito comum com as embalagens retornáveis, rascunhos, roupas, e nas oficinas de Arte com Sucatas. Recuperar os materiais – as usinas de compostagem são unidades recuperadoras de matéria orgânica. Os catadores recuperam as sucatas, antes delas virarem lixo. Reciclar – é devolver o material usado ao ciclo da produção, poupando todo o percurso dos insumos virgens, com enormes vantagens econômicas e ambientais. A agricultura e a indústria absorvem grandes quantidades de resíduos, aliviando a “lata de lixo” das cidades. A reciclagem deve ser aplicada somente para materiais não reutilizáveis. Embora a reciclagem ajude a conservar recursos naturais, existem custos econômicos e ambientais associados à coleta de resíduos e ao processo de reciclagem. Repensar os hábitos de consumo e de descarte. É preciso também desmistificar a ação de jogar fora, porque, na maioria dos casos, o “fora” não existe. O lixo não desaparece depois da coleta e acaba sendo destinado a aterros, incineradores ou usinas, localizados próximos à nossa residência.

Texto: Álvaro Araújo

Ano da Publicação: 2010
Fonte: http://www.riomais.com.br/WordPress/?p=1216
Autor: Rodrigo Imbelloni
Email do Autor: rodrigo@web-resol.org

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