Novo plano para a Economia Circular chega com um ano de atraso num pas que ainda enterra metade dos resduos

PAEC 2030 quer prolongar a vida dos produtos, aliviar aterros e alinhar Portugal com as regras europeias, mas persistem dúvidas sobre financiamento e execução num país que desperdiça muito.

Exclusivo
Gostaria de Ouvir?
Assine já

O novo Plano de Acção para a Economia Circular (PAEC 2030), publicado em Diário da República nesta terça-feira, chega com mais um ano de atraso e pretende, finalmente, dar corpo a uma transformação urgente na forma como o país ainda trata recursos como meros resíduos. O objectivo é prolongar vida útil dos produtos, libertar aterros sanitários e trazer circularidade à economia e às políticas públicas.

“Em Portugal, temos solos pobres em nutrientes e estamos a encher os aterros com biorresíduos”, afirma Susana Fonseca, vice-presidente da associação ambientalista Zero.

A especialista considera, por isso, o documento “fundamental” num país que “desperdiça toneladas e toneladas de recursos todos os dias”. A dúvida de Susana Fonseca em relação ao PAEC 2030, aprovado em Conselho de Ministros no início do ano, é “se o plano vai mesmo concretizar-se em temos de vontade política” e ainda como vai ser financiado a longo prazo.

Portugal permanece com uma taxa de circularidade de 2,8%, muito abaixo da média europeia, apesar do reconhecimento de que o ciclo anterior, concluído em 2020, fracassou sobretudo por falta de “instrumentos eficazes”. Entre as barreiras identificadas, contam‑se políticas desalinhadas, financiamento insuficiente e a contínua predominância de produtos concebidos para durar pouco. Ainda assim, o novo plano detecta sinais encorajadores, como a pressão regulatória europeia e uma sensibilização pública crescente.

A estratégia do PAEC 2030, descrita no longo documento publicado nesta terça-feira, opera em três escalas. Na dimensão macro, o Governo prepara‑se para mexer nos incentivos do mercado, estudando mecanismos fiscais que tornem mais acessíveis bens de segunda mão, produtos com Rótulo Ecológico da União Europeia o…

Leia a matéria na íntegra:
Novo plano para a Economia Circular chega com um ano de atraso num pas que ainda enterra metade dos resduos

Check Also

Aumenta la acumulación de basura en las calles de Cuba

Mientras las temperaturas ascendían en los últimos días y se acercaba la temporada de lluvias, un creciente desasosiego comenzó a apoderarse de los vecinos de la calle Belascoain, en La Habana. Sobre el asfalto de la calle, un basurero improvisado iba creciendo. En la pila de desperdicios había bolsas rotas, papeles, cartones, escombros y sobras de alimentos pudriéndose. Moscas y gatos rondaban mientras el hedor era esparcido por la brisa del cercano mar. Al bloqueo energético que provoca en Cuba cortes de luz de 20 horas, la falta de agua y de transporte y la semiparalización de la vida doméstica, se sumó en las últimas semanas la ingente acumulación de basura en algunos puntos de La Habana y las principales ciudades del país. Debido a la escasez del servicio de recogida de basura, los vecinos comenzaron además a quemarla provocando destrozos en la infraestructura pública y disparando la preocupación de autoridades y expertos por sus efectos insalubres. Este adverso contexto ha dado pie, no obstante, al nacimiento de algunas iniciativas ciudadanas para combatir la acumulación de los desechos. “Estamos frente al Hermanos Ameijeiras, un hospital famoso en este país”, dijo a The Associated Press María Odalys Ramírez mientras elevaba la vista al edificio que se erige con sus 24 pisos en el corazón del municipio de Centro Habana. El centro médico colinda con el vertedero sobre la calle Belascoain. “Lo que usted está mirando es deprimente. La situación que hay con la basura en esta zona, las moscas, la insalubridad, las ratas”, se lamentó Ramírez, una ama de casa de 63 años que, apenas abre la puerta de su casa cada día, se topa con pilas de desperdicios. Los desechos se acumulan cerca de escuelas, restaurantes y paradas de taxis. Hay calles parcialmente bloqueadas por la basura, mientras automóviles, bicis y peatones pasan esquivándola. Los vecinos se quejan de que los camiones recolectores trabajan irregularmente.