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As Nações Unidas e a Convenção da Basileia firmaram um novo acordo para melhor gerir o tratamento dado ao lixo eletrônico. O objetivo é promover a reciclagem do material e equipamentos usados na indústria. O documento foi assinado na segunda-feira, 12 de março, em nome da ONU, pela União Internacional de Telecomunicações (UIT).

Segundo a agência, a quantidade de lixo eletrônico deve se multiplicar nos próximos anos. O aumento será registrado principalmente nos países em desenvolvimento, onde apenas 13% desse tipo de lixo é reciclado. De acordo com as Nações Unidas, o manuseio do material, em muitos casos, ocorre sem qualquer segurança.

O acordo entre a UIT e o Secretariado da Convenção da Basileia, entidade que gerencia conflitos e gestão de resíduos, pretende fortalecer a comunicação com legisladores ambientais.

O lixo eletrônico, que contém material tóxico, é responsável pela poluição parcial do meio ambiente e é prejudicial à saúde.

Por meio deste acordo, as duas entidades vão poder trocar informação e atuar, em conjunto, em projetos que respeitem os padrões internacionais de gestão do lixo eletrônico.

Os especialistas estimam que, até 2020, o volume de resíduos procedentes de computadores abandonados crescerá 500% na Índia, e 400% na China e África do Sul, em comparações aos níveis de 2007.

Em uma década, a quantidade ainda de telefones celulares abandonados na Índia e na China seria 18 e 7 vezes maior que a atual, respectivamente. Já o número de televisões e geladeiras no lixo seria duas vezes maior.

Entre as soluções, a ONU pede novas tecnologias de reciclagem, além da criação os países emergentes de "centros de gestão de lixo eletrônico".

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