O lixo nosso de cada dia

Em uma sociedade descartável como a nossa, é cada vez maior a quantidade de embalagem que sobra depois de usarmos o produto, sem contar o resíduo do próprio produto – o celular de hoje irá para o lixo amanhã, junto com as cascas de banana e os sacos do supermercado.

A aceleração desse processo registrou-se após a Segunda Guerra Mundial, quando o mundo intensificou sua trajetória de sociedade de consumo. E, quanto mais desenvolvido o país, mais lixo gerado. Cada cidadão norte-americano produz 2 quilos de resíduos por dia. Quanto à destinação desses resíduos, os estudos indicam que o Japão recicla metade de seu lixo. Nos Estados Unidos, essa taxa de reaproveitamento cai para 11%.

No Brasil, são produzidas 150 mil toneladas de lixo por dia, das quais 59% têm destino inadequado, indo parar em lixões. Apenas 13% do lixo têm destinação correta, em aterros sanitários. O restante vai parar em lixões ou despejados em qualquer lugar. Entupindo bueiros, poluindo e açodando os rios.

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Monitoramento implantado em Novo Hamburgo mudou a realidade de um dos principais pontos de descarte irregular da cidade geison.concencia@gruposinos.com.br Quem passa pela esquina das ruas Juarez e Carlos Reinaldo Schmenes, no bairro Canudos, em Novo Hamburgo, dificilmente imagina que, até poucos meses atrás, a calçada era tomada por sacos de lixo, móveis velhos, restos de construção e outros resíduos descartados de forma irregular. O ponto, conhecido pelos moradores pelo acúmulo constante de entulhos, mudou de cenário após a instalação de uma câmera de videomonitoramento voltada à fiscalização ambiental.