O pesadelo do plástico na África

Rosemary Nyambura passa os fins de semana coletando plástico com sua tia Miriam no lix&227o de Dandora, em Nairóbi, capital do Qu&234nia. O trabalho é exaustivo e toma tempo, pois as garrafas de plástico que elas vendem para outros comerciantes de resíduos s&227o encontradas em meio a seringas, cacos de vidro, fezes, capas de celulares, controles remotos, solas de calçados, bugigangas, brinquedos, bolsas, embalagens, sacolas e uma quantidade incontável de películas plásticas. Mas Rosemary, de 11 anos, acredita que o esforço vale a pena.

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Com mais de 400 milhões de toneladas de plástico produzidas por ano — grande parte em embalagens descartáveis difíceis de reciclar — o Nepal encontrou uma solução surpreendente: transformar esse resíduo em asfalto. O plástico não é simplesmente espalhado pelas ruas, mas incorporado à estrutura do pavimento, e alguns especialistas afirmam que o resultado é até superior ao asfalto convencional. A ideia, já testada em países da Ásia, Europa, África e Américas, ganha força como alternativa sustentável para dois problemas globais ao mesmo tempo.