A Xerox mostrou, durante a convenção de tecnologia NextFEST, em outubro de 2008 nos Estados Unidos, seu novo conceito de papel reutilizável, uma alternativa ecológica para a impressão de páginas descartáveis
Segundo o Digital Trends, o invento mantém suas informações impressas por 24 horas, depois a impressão desaparece para que o papel possa ser reutilizado.
Para que funcione, o papel traz um composto químico que escurece quando exposto à luz, dispensando o uso de um toner ou cartucho de tinta. O composto vai clareando após 16 horas, até estar completamente apagado, processo que pode ser acelerado através de exposição ao calor.
A idéia surgiu depois de uma pesquisa realizada pela companhia que mostrou que 40% das impressões feitas em escritórios são utilizadas por menos de um dia, mas pode não ser a escolha de usuários domésticos, conforme noticiou o site TG Daily.
O conceito de papel sensível não é novo. Há mais de três décadas o chamado papel térmico é usados em aparelhos de fax, notas fiscais, recibos de transações bancárias e extratos, senhas em bancos e outras aplicações. Nos anos 80, havia até pequenas impressoras que funcionavam com papel térmico, vendidas como acessórios para os microcomputadores da época – um exemplo brasileiro é a TK-Printer, fabricada pela extinta Microdigital.
Um dos grandes problemas do papel térmico é, justamente, o fato de não poder ser usado como documento, já que a impressão esmaece com o tempo e a luminosidade.
A invenção da Xerox é um "papel térmico ao contrário", uma vez que escurece com luz e clareia com o calor. A empresa transformou o que era considerado uma desvantagem em principal vantagem do novo produto.
O papel, um conceito anunciado pela primeira vez em novembro de 2006, ainda não tem qualquer expectativa confirmada de chegada ao mercado.
fonte: www.terra.com.br
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