Para onde vai o lixo eletrônico?

Você já se perguntou o que acontece com aquele aparelho de celular que não funciona mais ou que ficou apenas obsoleto? Ou para onde vai aquela placa do computador que queimou e não pode mais ser utilizada?

A resposta é: todos esses “restos” vão para Guiyu, na China. A cidade recebe, todos os dias, um milhão de toneladas de lixo eletrônico. A maioria vem dos Estados Unidos, do Japão e da Coréia do Sul.

Desde 1995, a cidade vem atraindo camponeses para efetuar o árduo e mal pago trabalho de separar os componentes eletrônicos que podem e não podem mais ser utilizados. Geralmente, os trabalhadores recebem apenas US$ 1,50 (R$ 3,5) por um dia de 16 horas de trabalho.

O solo é péssimo e a água não é potável em toda a cidade. A imensa quantidade de metal e de gás carbônico são os responsáveis por isso. As pessoas que vão à cidade também sentem uma estranha dor de cabeça e um gosto metálico na boca.

Check Also

Nepal começou a encher ruas com toneladas de resíduos plásticos com um objetivo: tornar-se mais sustentável

Com mais de 400 milhões de toneladas de plástico produzidas por ano — grande parte em embalagens descartáveis difíceis de reciclar — o Nepal encontrou uma solução surpreendente: transformar esse resíduo em asfalto. O plástico não é simplesmente espalhado pelas ruas, mas incorporado à estrutura do pavimento, e alguns especialistas afirmam que o resultado é até superior ao asfalto convencional. A ideia, já testada em países da Ásia, Europa, África e Américas, ganha força como alternativa sustentável para dois problemas globais ao mesmo tempo.