Plástico biodegradável tem avanço graças a nanopartículas de argila

Polihidroxibutirato – mas pode chamar de PHB. Esta é estrela quando o assunto são os plásticos biodegradáveis. Produzido a partir de uma bactéria, o PHB já é conhecido desde os anos 1980, e é tido como uma das alternativas mais promissoras para a fabricação de plásticos alternativos e que, ao contrário do plásticos produzidos a partir do petróleo, sejam biodegradáveis.



Comportamento imprevisível



A chegada do PHB ao mercado tem sido impedida justamente por esta característica que o torna tão desejado: a biodegradabilidade. E não por alguma teoria da conspiração ou porque a "turma do petróleo" não deixe. O problema é que ele começa a se degradar de forma absolutamente imprevisível. Além disso, ele é quebradiço demais.



Biodegradabilidade ajustável



Agora, cientistas da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, descobriram que a adição de nanopartículas de argila pode resolver os dois problemas. O PHB fica muito mais maleável e pode ter sua biodegradabilidade ajustada pelo simples controle da quantidade de nanopartículas que são adicionadas.



Nanoargilas



Comparando com o PHB original, o novo plástico tem uma resistência e taxas de biodegradabilidade sistematicamente superiores ao do composto original. As "nanoargilas" também permitem que o plástico se deteriore mais rapidamente, ao longo de apenas 7 semanas. Com a vantagem de que o início dessa degradação é agora mais previsível e ajustável pela quantidade das nanopartículas de argila adicionadas.





Bibliografia:

New Biodegradable Polyhydroxybutyrate/Layered Silicate Nanocomposites

Pralay Maiti, Carl A. Batt, Emmanuel P. Giannelis

Biomacromolecules

October 2007

Vol.: 8 (11), 3393 -3400

DOI: 10.1021/bm700500t S1525-7797(70)00500-7


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