Reciclagem de alumínio

Essa semana estava descendo a rua do trabalho, atrasado como sempre, e me deparei com uma cena que é bem comum, vi um senhor pegando uma latinha de refrigerante vazia que estava embaixo de um carro. O senhor ja tinha uma certa idade e teve um pouco de dificuldade em alcançar a latinha, necessitando de um pedaço de cabo de vassoura para conseguir resgata-la.
Há algum tempo atrás tinha lido que o Brasil era o campeão mundial em reciclagem de alumínio, puxa vida não somos campeões só em futebol e carnaval. Mas, será que podemos comemorar esse título?
O Brasil esta na frente do Japão e Argentina no ranking da reciclagem de alumínio. No caso do Japão a reciclagem é algo obrigatório, uma lei a ser seguida, sem contar a conscientização da população japonesa que esta acima da média entre as nações tidas como desenvolvidas.
O fato do Brasil liderar tal ranking não tem nada a ver com lei que obriga a tal procedimento, nem tão pouco tem a ver com a conscientização da população. O caso brasileiro tem haver com desemprego, remuneração baixa, enfim pobreza. Juntar latinhas de alumínio é uma forma de sobreviver para muitos brasileiros. As pessoas juntam o máximo que podem, enfrentando concorrência brava, e vendem o seu alumínio nos pontos específicos. Um mercado que movimentou em 2007 R$1,8 bilhão. Mas, esta fatia gorda passa longe daqueles que enfrentam as ruas buscando suas latinhas, estes ganham a menor parcela, apenas o mínimo para não desistirem de continuar na busca pelas latinhas de alumínio.

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