Reciclagem de coco prolongaria vida de aterros sanitários

O maior desafio da força-tarefa da praia neste momento é dar cabo das toneladas de coco verde que sujam as areias diariamente. Está sendo estudada uma alternativa para a reciclagem dos cocos, de modo que se ofereçam novas ocupações aos profissionais das areias durante a baixa estação.

A ideia é que os trabalhadores da praia sejam treinados para reciclar e fazer artesanato a partir do coco. Para isto, estão sendo estudadas alternativas que já tenham sido aplicadas em outros estados do país.

O coordenador do Comitê Orla Rio, Jovanildo Savastano, afirmou que a prefeitura já se propôs a transportar os resíduos, mas ainda não se sabe onde ficarão depositados.

O Banco do Brasil (BB) também ajuda a buscar uma solução. Para a instituição, que saiu na frente como um dos fios condutores da operação da praia, a instalação de um polo de reciclagem de coco pode ser um negócio lucrativo.

Segundo dados da Comlurb, o coco representa 60% do lixo coletado nas praias do Rio. Durante a alta temporada, são recolhidas entre 36 e 42 toneladas em uma semana. Aos sábados, a quantidade sobe para algo entre 60 e 72 toneladas e, aos domingos, entre 90 e 108 toneladas.

Além disto, o coco verde no Rio de Janeiro não tem descarte adequado ou qualquer espécie de reciclagem, tendo como destino apenas os lixões e aterros.

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