A produção de sacolas para carregar compras oriundas da reciclagem em vez do polietileno reduz o consumo de energia em dois terços e produz somente uma terça parte do dióxido de enxofre e óxido nitroso. Reduz o uso de água quase que em 90%, além da emissão de dióxido de carbono duas e meia vezes. Para cada tonelada de polietileno reciclado produzida, 1.8 toneladas de petróleo são economizadas.[1]
A reciclagem pode ser feita mecânica ou quimicamente. No processo mecânico o lixo plástico é classificado, fundido, triturado ou transformado em grânulos e moldado em novos modelos.
Na reciclagem química, os polímeros dos plásticos são quebrados até seus monômeros que os constituem pelo tratamento a calor (despolimerização térmica) e poderão então ser novamente utilizados em refinarias ou na produção petroquímica e química. No Reino Unido não há nenhuma fábrica de reciclagem química em escala completa. De acordo com o Departamento de Indústria e Comércio inglês [2] o capital requerido para investimento é muito mais alto do que as indústrias de reciclagem mecânica.
Mesmo com a vasta possibilidade de aplicações dos plásticos reciclados, a atual tonelagem de lixo plástico que retorna ao ciclo de consumo de materiais reciclados ainda é relativamente pequeno. Corriqueiramente, plásticos reciclados são raramente empregados para embalar alimentos – o maior mercado isolado para plásticos – em razão da preocupação quanto à segurança alimentar. Outro constrangimento no emprego de plásticos reciclados é que, para ser economicamente viável, os processadores de plásticos requerem grandes quantidades de plásticos reciclados produzidos para especificação rigidamente controlada em relação a um preço competitivo quando comparado ao polímero virgem.
TRECHO TIRADO DO ARTIGO "A REDENÇÃO DO MUNDO DE LIXO PLÁSTICO"
AUTOR: Dr. Mae-Wan Ho
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